A própolis é um componente com propriedades terapêuticas comprovadas pela ciência, especialmente por ter sido frequentemente utilizada, na antiguidade, como um medicamento natural. Os médicos gregos e romanos a utilizavam para o tratamento de feridas como agente antisséptico e cicatrizante. Na natureza, esta substância resinosa é coletada pelas abelhas nas plantas e utilizada na colmeia para autoproteção contra agressores externos.
Em geral, a própolis é composta por resinas, ceras, pólen, óleos e microelementos essenciais, como magnésio e vitaminas. Mais de 300 compostos fitoativos já foram identificados em sua composição, incluindo flavonoides, ácido fenólico e substâncias aromáticas. Segundo a nutricionista e consultora da Naiak, Karla Maciel, o grande potencial da própolis verde está na presença dos componentes artepelin C e bacarina. “Estas substâncias bioativas auxiliam na ativação do sistema imune, criando uma resistência corporal contra doenças”, destaca.
Existem vários tipos de própolis, que variam de acordo com as espécies de vegetação de onde são coletadas. A própolis verde, especificamente, é proveniente do alecrim-do-campo, uma espécie vegetal típica de Minas Gerais. Seu poder nutricional se dá pela presença dos componentes ativos que além de atuarem no fortalecimento do sistema imunológico, também colaboram na potencialização das ações antioxidantes, antimicrobianas e anti-inflamatórias, explica a nutricionista.
Em relação aos seus efeitos para o equilíbrio da saúde, ressalta-se o papel significativo no combate aos radicais livres que causam o envelhecimento das células. “Por conter uma grande quantidade de flavonoides, a própolis também é considerada um excelente anti-inflamatório, sobretudo na inibição e prevenção de infecções como bronquite, resfrіаdo comum, infecções urinárias e intestinais, e úlceras gástricas”, pontua Karla.

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