SAÚDE DA MULHER E DA GESTANTE

Como reduzir o consumo de carne durante a gravidez?

Nutricionista orienta como diminuir, com saúde, a proteína animal na dieta 

Como reduzir o consumo de carne durante a gravidez? A gravidez é um período que demanda mais atenção
Crédito: BANCO DE IMAGENS
De fato, as mulheres grávidas precisam ter ainda mais cautela com a alimentação, afinal, tudo o que consomem é repassado ao bebê. E quando se trata de adotar uma dieta sem proteína animal, é natural que surjam dúvidas de como isso pode afetar a saúde do feto e a gestação. 
A nutricionista da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, Jessica Santos, aponta que, buscando uma dieta balanceada e variada, rica em nutrientes e calorias, que são necessárias tanto à mãe quanto ao bebê, não há com o que se preocupar. "A dieta vegetariana possibilita um maior consumo de fibras, menos gordura saturada e colesterol ruim, além de que o cardápio sem carne animal protege as mulheres contra os hormônios e toxinas presentes nessas proteínas e laticínios", explica. 
Para auxiliar as gestantes que buscam reduzir o consumo de carne nas refeições, a nutricionista separou algumas dicas que permitem mudar o cardápio com saúde: 

Evite exageros 
A gravidez é um período que demanda mais atenção, ou seja, mudanças bruscas podem causar maiores impactos. Por isso, é importante estabelecer ajustes gradativos e sempre informar o médico responsável para que ele possa acompanhar os efeitos. 

Inclua proteínas vegetais 
A recomendação para gestantes é a ingestão de 75 a 100g de proteínas por dia. Elas são responsáveis pelo desenvolvimento de órgãos importantes do bebê, como, por exemplo, o cérebro. Por isso, é fundamental a substituição da carne por alimentos ricos em proteína vegetal, como soja, grão-de-bico, ervilha e nozes. 

Consuma alimentos com vitaminas e minerais 
Algumas vitaminas como a B12, B9 e D, e minerais como Ferro, Zinco e Ômega 3 são essenciais para o crescimento saudável do bebê. Assim, uma série de alimentos devem ser ingeridos com certa frequência, dentre eles estão: brócolis, espinafre, tomate, cogumelos, feijão e abacate. "A vitamina B12 é encontrada somente em alimentos de origem animal, por isso há substitutos da carne que são enriquecidos com essas vitaminas", afirma. 
A profissional comenta que fazendo todo acompanhamento médico e adotando uma alimentação saudável é possível reduzir o consumo de carne na gravidez com segurança, tanto para o bebê, quanto para a mãe. "É possível continuar com o novo hábito alimentar durante a amamentação normalmente. Sempre lembrando a importância de fazer um acompanhamento médico rigoroso com nutricionista e pediatra para garantir que as vitaminas e minerais passados para o bebê não estejam abaixo do necessário", recomenda. 

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