Proteger a pele
das radiações ultravioletas é o cuidado fundamental para manter uma pele
saudável, principalmente com a chegada das estações mais quentes. Mas nem todos
têm essa preocupação, já que segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são
registrados cerca de 180 mil novos casos da doença por ano, sendo que a maioria
destes casos ocorre em homens.
“O câncer de pele
é o tipo de tumor mais incidente no Brasil, correspondendo a 33% de todos os
tumores malignos registrados no país. Este tipo de câncer é definido pelo
crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Por
qualquer célula do tecido poder originar a doença, existem diversos tipos de
câncer de pele. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular (CBC),
responsável por 70% dos diagnósticos, e o carcinoma epidermoide (CEC),
representando 25% dos casos. Apesar de ser o mais incidente, o CBC é também o
menos agressivo”, explica a dermatologista Dra. Valéria Marcondes, membro da
Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology
(AAD).
Além da genética,
a principal causa do câncer de pele é justamente a falta de proteção contra os
perigosos raios UV. E o descuido dos homens faz com que eles figurem em
primeiro lugar no ranking de mortes causadas pela doença. “Além de não
utilizarem o filtro solar diariamente, os homens se expõem com mais frequência
ao sol, especialmente em horários não recomendados, como entre 10h e 16h. Mesmo
os homens que aplicam o protetor solar, o fazem apenas uma vez ao dia e não a
cada 2 horas, como é o ideal”, afirma a dermatologista.
Mas a falta de
proteção não é o único problema. Segundo a Dra. Valéria, o diagnóstico precoce
é mais complicado em homens do que em mulheres. Isso porque, nas mulheres, o
lugar onde a doença mais aparece é nas pernas, enquanto nos homens aparece mais
nas costas, o que torna difícil a percepção dos sinais. “É sempre importante
procurar sinais de possíveis tumores. Por isso, peça para alguém de sua família
procurar em suas costas por pintas muito grandes, assimétricas, com bordas
irregulares, coloração diferenciada e que mudam de aparência com o tempo. Se
for o caso, deve-se procurar um médico para realizar o diagnóstico”, destaca.
Quanto antes for
diagnosticado, maiores são as chances de o tratamento ser bem-sucedido. Porém o
mais importante é a prevenção. “O filtro solar é indispensável e deve ser
aplicado diariamente a cada duas horas ou quando necessário, independentemente
da estação do ano. Até mesmo em dias nublados o protetor se faz necessário,
pois apenas 30% da radiação UV é barrada pelas nuvens. Além disso, lembre-se de
sempre aplicar protetor solar na nuca, atrás das orelhas, nas costas e pés.
Por fim, é fundamental que você realizar consultas regulares com um
dermatologista”, finaliza a médica.

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