A perda dos
cabelos é um problema comum e que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. E,
ao contrário do que muitos pensam, a queda excessiva dos fios também pode
atingir as crianças, apesar de não ser tão frequente como em adultos. Por isso
é de extrema importância que os pais fiquem atentos aos cabelos de seus filhos
e, ao perceber quaisquer modificações na quantidade de fios, procurem um
especialista imediatamente, já que, quando se manifesta, o problema tem grande
influência sobre o psicológico da criança e também dos pais. Para ajudar você a
identificar o problema rapidamente, a dermatologista Dra. Valéria Marcondes,
membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of
Dermatology (AAD) apontou os principais tipos de queda de cabelo em crianças,
que são:
Tinea
Capitis
“Transmissível
através do contato, este tipo de queda é causada por fungos dermatófitos que colonizam
seres humanos, animais e ambientes e é caracterizada por placas sem cabelo em
forma de anel com a presença de descamação, coceira local, vermelhidão e
inflamação local, além de linfonodomegalia, que é a inflamação e consequente
aumento dos linfonodos, também conhecidos como gânglios linfáticos ou ínguas.”
Alopecia
areata
“Comum na infância
e identificada através de diagnóstico diferencial, a alopecia areata é uma
condição autoimune de causa ainda desconhecida, mas que está relacionada a
fatores como estresse e genética. Quem sofre com a doença pode apresentar
placas sem cabelos únicas ou múltiplas e até mesmo ausência de pelos em todo
couro cabeludo ou corpo, conhecida como alopecia universal, além de alterações
nas unhas.”
Tricotilomania
“Também
identificada através de diagnóstico diferencial, esta condição está relacionada
ao fato de a própria criança arrancar os próprios cabelos na tentativa de
aliviar estresse, o que acaba gerando placas sem fios no lado contrário a mão
dominante da criança. Além disso, a tricotilomania geralmente está associada a
outros distúrbios comportamentais comuns durante a infância, como roer as
unhas.”
Outros tipos de queda de cabelo não tão comuns em crianças, mas que também podem ocorrer são a alopecia congênita, que está ligada a fatores hereditários e é caracterizada pela ausência total ou parcial de cabelos desde o nascimento, e a alopecia cicatricial, quando ocorre algum processo parcial ou totalmente destrutivo nos folículos capilares que faz com que o couro cabeludo pare a produção dos fios permanentemente, originando cicatrizes nas áreas afetadas. “Este último tipo, se não tratada rapidamente, torna-se irreversível.
Mas a boa notícia é que 90%
das alopecias em crianças são não cicatriciais. O que também não quer dizer que
não é necessário procurar tratamento, já que este tipo de doença tem um impacto
psicológico extremamente negativo nos pequenos. O ideal então é que, ao notar
qualquer dos sintomas, os pais levem as crianças ao médico assim que possível,
pois apenas ele poderá realizar um diagnóstico correto e indicar o melhor
tratamento para cada caso, já que este varia dependendo do tipo e da causa da
queda”, finaliza a Dra. Valéria.

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