O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no
mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma. Sua incidência responde por
cerca de 28% do total de casos novos a cada ano, de acordo com o INCA. Já o
câncer do colo de útero mata, em silêncio, cerca de 5 mil brasileiras
anualmente.
Para levar informações confiáveis para as mulheres, o Instituto
Lado a Lado pela Vida (LAL) lançou a campanha Mulher por inteiro, que
acontece durante a programação do Outubro Rosa.
“Já faz alguns anos que alertamos as mulheres da
importância de cuidar de sua saúde integralmente. O cuidado com as mamas é
primordial, pois sua incidência é cada vez maior, mas reforçamos também que o
câncer de colo de útero pode ser evitado com prevenção e chamamos a atenção
para o câncer de ovário, que é o mais difícil de ser diagnosticado e, por isso,
requer cuidado redobrado”, revela Marlene Oliveira, presidente do LAL.
Como em todos os anos, a campanha prevê ações em espaços de
grande circulação em várias cidades do país e também em empresas e escolas, com
palestras e distribuição de materiais informativos.
Verdades
sobre o câncer de mama
Por ser uma doença de alta incidência, há muitas
informações desencontradas sobre o câncer de mama que acabam dificultando o seu
diagnóstico. Por isso, o oncologista e membro do comitê científico do LAL, Dr.
Marcelo Cruz, esclarece uma série de verdades que podem ser confundidas com
mitos, mas que precisam ser levadas a sério.
Obesidade e sedentarismo aumentam as chances de ter a
doença
“O excesso de peso, principalmente após a menopausa, faz
com que o tecido gorduroso que se acumula no corpo produza estrogênio e aumente
as chances da doença”, afirma Dr. Cruz. Ele reforça que a falta de uma vida
saudável, sem prática de exercícios também pode dar brechas para o
desenvolvimento do tumor. “Além disso, consumir bebidas alcoólicas, mesmo que
em pequenas quantidades, pode agravar as chances de ter a condição”, explica
ele.
O autoexame deve ser feito após o período menstrual
Durante a menstruação, as mamas ficam mais enrijecidas e
doloridas, dificultando a identificação de eventuais lesões. Por isso, o autoexame
precisa ser feito a partir dos 20 anos de idade, de seis a sete dias após o
início do período menstrual, quando a mama está menos sensível e mais flácida.
Não é preciso ter histórico familiar para desenvolver o
câncer de mama
Mais de 90% dos casos de câncer de mama não tem relação com
história familiar. Apenas o fato de ser mulher faz com que a chance de
desenvolver o tumor seja de 12%, independente de ter casos na família. A
estimativa é de que uma em cada oito brasileiras de até 70 anos terão a
condição.
Amamentar protege a mulher do câncer de mama
Quanto menos a mulher for exposta às variações hormonais
que ocorrem durante o ciclo menstrual, menores são as chances de ter a doença.
Mulheres gestantes e que amamentam seu filho terão os ciclos
interrompidos por longos períodos. Quanto maior o período de amamentação e o de
número de filhos até 35 anos, maior é a prevenção.
Além disso, quando o bebê mama, as células mamárias ficam
ocupadas com a produção de leite e se multiplicam menos, o que reduz o risco de
contrair a doença.
Gravidez antes dos 30 anos previne câncer de mama;
gravidez tardia aumenta o risco
A gravidez previne o câncer de mama se ocorre antes dos 30
anos. “Quanto menos a mulher menstruar menor é a chance de ter o câncer de
mama. Ter filhos até esta idade e amamentar podem ajudar na prevenção”.
Mulheres em tratamento contra o câncer de mama não podem
amamentar
Embora as células cancerosas não possam passar para o bebê
através do leite materno, os médicos aconselham às mulheres que iniciam o
tratamento com isótopos radioativos ou com quimioterapia parem de amamentar até
que os elementos radioativos ou medicamentos sejam completamente eliminados do
seu corpo.
Quando diagnosticada no início, a doença costuma ter
cura
Felizmente, é verdade. O diagnóstico precoce do câncer de
mama pode aumentar consideravelmente as chances de cura em até 90%. A forma
mais eficaz de evitar a evolução da doença é a realização de exames periódicos.
O único exame capaz de diminuir a mortalidade pelo câncer de mama é a
mamografia.

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