Loção, gel, spray, creme com FPS, são várias as opções para
proteger a pele da radiação quando o assunto é filtro solar. Mas afinal, você
sabe escolher qual o melhor produto para o seu tipo de pele? “Além de usar o
filtro solar diariamente, é muito importante que o produto seja indicado por um
dermatologista para ser adequado ao seu tipo de pele”, afirma a dermatologista
Dra. Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia
Americana de Dermatologia. A especialista montou um guia rápido para saber como
escolher o melhor produto de fotoproteção:
Passo 1: Procure os 3
itens essenciais
De acordo com a Dra. Thais Pepe, para proteger sua pele dos
raios nocivos do sol, você deve usar um protetor solar que ofereça: no mínimo
FPS 30, proteção de amplo espectro (UVA/UVB/Infrared) e resistência à água.
“Nem todos os protetores oferecem os três itens essenciais. Geralmente os
fotoprotetores que diminuem os danos provenientes do calor são formulados com
antioxidantes específicos”, afirma a dermatologista. “Estudos mostram que o uso
diário de um fotoprotetor pode reduzir o risco de: câncer de pele, incluindo
melanoma, o câncer de pele mais grave; crescimento da pele pré-cancerosa que
pode se transformar em câncer de pele; sinais de envelhecimento prematuro da
pele, como manchas senis, rugas e pele coriácea; queimadura de sol; melasma e
pontos escuros em sua pele”, enfatiza a médica.
Passo 2: considere
seu tipo de pele e outras necessidades
Mesmo após escolher um fotoprotetor que tenha os três itens
essenciais, ainda é possível ter algumas opções até encontrar o filtro solar
certo para você. “Nesse momento, é interessante verificar o tipo de pele, as
necessidades e as condições de pele do paciente”, diz a médica.
Primeiramente pensando no tipo de pele, no geral, os
produtos em gel e sérum são indicados para pele oleosa, enquanto as loções e
cremes são indicados para pele mais seca. “Mas se sua pele é propensa à acne,
você deve procurar as palavras ‘não-comedogênico’ ou deve estar claro que o
produto não vai entupir os poros. Essa mesma dica também vale para a pele
oleosa”, diz. Para as peles mais secas, um produto específico geralmente
confere maior hidratação, então essa palavra-chave deve estar no rótulo.
Se sua pele é mais reativa, sensível e propensa à alergia, é
melhor evitar protetor solar que contenha fragrância, PABA, parabenos ou
oxibenzona (benzofenona-2, benzofenona-3, diosbenzona, mexenona, sulisobenzona
ou sulisobenzona sódica). Na verdade, essas substâncias devem ser evitadas por
todos”, destaca.
Em volta dos olhos, para evitar que o protetor solar pingue
em seus olhos, use um protetor solar específico e certifique-se de que tenha um
FPS 30 (ou superior), proteção de amplo espectro e resistência à água.
No caso das crianças, elas têm protetor solar
específico, já que a maioria contém óxido de zinco e dióxido de titânio, mas
não trazem proteção química. Quando o paciente tem rosácea, é indicado usar um
protetor solar que contenha apenas óxido de zinco e dióxido de titânio. “Esses
pacientes podem usar protetor solar para crianças, desde que esse produto ofereça
no mínimo FPS30”.
Para a proteção dos lábios, um bálsamo labial com FPS 30 e
proteção de amplo espectro é indicado.
Outras formas de
fotoproteção
Usar filtro solar é a forma mais segura de proteção contra
as radiações solares, segundo a médica. “Pesquisa recente descobriu que o
guarda-sol, por exemplo, não consegue bloquear as radiações e oferece, no
máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares”, afirma. “UVA é o
principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um
tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme que penetra na pele em
grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de
radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos
mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada,
danifica a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde.
Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de
cancerização”, diz. Por isso, a médica indica o uso de chapéus específicos com
proteção solar, óculos de sol, evitar exposição direta principalmente entre às
10h e às 16.

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