A primavera traz o aumento da temperatura e o colorido das
flores. Mas com a beleza da nova estação, chegam também às alergias oculares e
a síndrome do olho seco, muito comuns durante essa época do ano, especialmente
devido ao pólen liberado pelas flores.
“Pessoas que têm predisposição a alergias oculares possuem
maior risco de desenvolver crises nessa época do ano, muitas vezes, mais
severas do que nas outras estações. Os principais sintomas são coceira,
vermelhidão, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos e edema palpebral”,
conta a Dra. Cassiana Parise, oftalmologista do Hospital de Olhos Sadalla Amin
Ghanem, empresa do Grupo Opty em Santa Catarina.
Estação de transição, com a chegada de chuvas, mas também
sendo comum, período de clima seco, a primavera é o cenário propício para a
chamada síndrome do olho seco. “Quem está mais suscetível nessa época são as
crianças, especialmente as que já têm um histórico de alergias, como rinite,
bronquite, alergias de pele. Adultos alérgicos também ficam com os olhos mais
sensíveis nesse período. Pessoas que trabalham muitas horas à frente do
computador e em ambientes com ar condicionado têm maior tendência a sofrer com
os olhos secos”, comenta a oftalmologista do Grupo Opty, especialista nas áreas
de estrabismo adulto e oftalmopediatria.
Entre as principais dicas e cuidados para prevenir
alergias e irritações nos olhos na primavera estão:
- Lavar as mãos com frequência.
- Não coçar os olhos.
- Usar óculos de sol.
- Lavar bem o rosto e região dos olhos com água e,
sempre que possível, utilizar um gel de limpeza ou shampoo neutro (como os
indicados para crianças).
- Manter a casa e o ambiente de trabalho limpos.
Evitar varrer, pois isso espalha mais o pó no ambiente. Preferir o uso de panos
úmidos para a limpeza.
O tratamento para as alergias e irritações causadas
pelo olho seco incluem:
- Compressas com água gelada para amenizar a
sensação de coceira, diminuir o edema e o desconforto ocular.
- Nunca coçar os olhos.
- Fazer avaliação com oftalmologista para
indicação de colírios, quando for necessário. Existem várias opções de colírios
para o tratamento, mas somente o médico pode avaliar a gravidade do quadro e
indicar o tratamento correto para cada caso.

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