Fragilidade, costas curvadas, quedas e fraturas. Essas são
algumas das características da osteoporose, doença provocada nos ossos que
afeta cerca de 10 milhões de brasileiros, sendo os principais deles idosos e
mulheres.
Ela diminui a massa
óssea e causa fragilização a ponto de causar fraturas por simples movimentos ou
até com o peso do próprio corpo. Apesar disso, a maioria dos idosos que possuem
osteoporose não sabem, como revelou um estudo realizado pelo Hospital das Clínicas
(HC) da Faculdade de Medicina da USP, que analisou 330 pacientes internados com
fratura de fêmur.
O fisioterapeuta da
clínica Fisio&Forma, Kalil Zipperer, explica que isso ocorre porque a
doença dificilmente apresenta sintomas. “Geralmente, o paciente só descobre
quando sofre quedas provocadas pela fratura”, diz o especialista, que aponta
redução de estatura e alteração postural grave da coluna como indicativos da
doença.
Para ele, a falta de
Sintomas no início da doença é uma das razões pela qual as pessoas devem
realizar as avaliações preventivas - principalmente quem já tem predisposição
para desenvolver a doença. Na fisioterapia, por exemplo, o especialista explica
que a descoberta surge pelo reconhecimento de alterações na massa óssea, avaliações posturais e biotipo físico.
Segundo Zipperer, o
procedimento comum entre fisioterapeutas é orientar o paciente a procurar ajuda
médica especializada, além de também orientá-lo sobre a possibilidade do
tratamento fisioterápico. Ele explica que a fisioterapia pode ser eficiente
tanto na prevenção como no tratamento da enfermidade.
“De forma
preventiva, auxilia com orientações e trabalhos direcionados para prevenir
quedas e ajuda na manutenção da massa óssea e muscular. Como tratamento, há
exercícios que visam diminuir a perda da força muscular, além de exercícios com
nível de impacto controlado para ajudar na absorção do cálcio” explica.
Em casos de fraturas
decorrentes da osteoporose após o tratamento médico, que em alguns casos é
necessário cirurgia para correção da fratura, o tratamento específico com
fisioterapeutas é fundamental para a reabilitação da lesão e manutenção do
quadro geral. No entanto, Kalil aconselha que o paciente faça um acompanhamento
multidisciplinar, que inclui também médico, nutricionista e educador físico.
“A osteoporose tem
cura e deve ser tratada com seriedade, com a ajuda da equipe multidisciplinar e
também com a participação do paciente. Esse trabalho é feito a longo prazo,
para que haja alguma mudança significativa no exame de densitometria óssea”,
diz,
Para que o
tratamento seja potencializado, Zipperer aconselha que o paciente mude seus
hábitos de vida, como exemplo, o abandono de vícios como o cigarro e a
utilização de medicamentos sem prescrição médica. Além disso, recomenda a
prática de atividades físicas como caminhada em esteira com controle de
impacto, exercícios de fortalecimento e exercícios no ambiente aquático.

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