Com o crescimento da preocupação geral com o meio ambiente e de movimentos como o veganismo, o mercado dermatológico vem investindo cada vez mais em produtos naturais e veganos. Um estudo realizado pela University of Rhode Island, por exemplo, apontou o Extrato de Folha de Bordo (red maple leaf extract), um ingrediente de origem 100% vegetal como a próxima grande aposta para o tratamento de rugas e combate ao envelhecimento.
“O ativo conta com um componente capaz de inibir a
ação da elastase, enzima responsável por quebrar a elastina, que, por sua vez,
é a proteína encarregada de conferir elasticidade e sustentação à pele”,
explica Márcio Accordi, biólogo geneticista, diretor da Biozenthi Laboratórios
Cosméticos e pesquisador de matérias-primas vegetais, orgânicas e veganas.
Segundo o especialista, apesar de a pesquisa ainda estar na fase preliminar, sendo necessários mais testes para comprovar a eficácia do ingrediente, o estudo mostra-se promissor para o mundo da beleza baseada em ativos veganos e de origem vegetal.
“Há pouco tempo eram poucos os ativos obtidos a partir de
matérias-primas de origem vegetal, o que dificultava a formulação de cosméticos
voltados para o público vegano. Hoje, graças a estudos como este e as inovações
cosméticas dos últimos anos, existe uma infinidade de ingredientes cosméticos
veganos, naturais e orgânicos que são excelentes, cumprindo bem o papel para
qual foi designado e com a mesma eficiência de um ingrediente de origem animal
ou mineral”, destaca.
Então, enquanto o Extrato de Folha de Bordo não chega às prateleiras das farmácias, o ideal é optar por diversos outros ativos veganos e que não agridem o meio ambiente presentes em cosméticos de empresas comprometidas com a sustentabilidade.
“A
vantagem de utilizar produtos com composições mais naturais, vegetais e livres
de substâncias químicas pesadas é que eles trazem benefícios tanto para a saúde
do indivíduo quanto para o meio ambiente, já que não contém ingredientes
capazes de agredir a pele e o organismo do consumidor ou causar grandes
impactos ambientais”, afirma o biólogo geneticista.

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