Após a
prática de exercícios intensos e que exigem maior esforço do que estamos
acostumados, é muito comum sentirmos um cansaço físico extremo, chamado de
fadiga muscular. “Um dos principais fatores associados à fadiga muscular é o
acúmulo de ácido lático no músculo, um metabólico produzido durante o exercício
físico intenso responsável pela sensação de queimação nos músculos e que reduz a
capacidade das células musculares de produzirem ATP (energia), prejudicando
assim a contração muscular”, explica a Dra. Renata Domingues, médica
especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e
vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).
Estudos apontam que é possível prevenir a fadiga e o dano muscular causado pelo excesso de ácido lático através de aminoácidos e eletrólitos, como a creatina, o magnésio e a L-taurina. “A creatina, por exemplo, é um composto produzido a partir de 3 aminoácidos que é convertido em fosfocreatina pelo organismo, tornando-se assim uma fonte prontamente disponível para a produção de ATP (energia da célula).
Dessa forma, o aminoácido, que pode ser obtido através de
alimentos de origem animal, como a carne vermelha, aves e ovos, ajuda a reduzir
a produção de ácido lático e a aumentar a velocidade de recuperação muscular
após um treino, sendo assim ideal para atividades físicas de alta intensidade
que necessitam de energia rápida”, explica a especialista.
Já a L-Taurina, também um aminoácido que pode ser obtido em alimentos ricos que possuem boas quantidades de proteína como peixes, aves e carne bovina, tem a capacidade de reduzir a percepção do cansaço durante a atividade física e acelerar a recuperação da fadiga muscular, além de favorecer a contração muscular, proporcionando maior resistência física e melhorando o desempenho durante o treino.
“Por fim, os eletrólitos, que podem ser obtidos através da
ingestão de água de coco, são importantes para quem pratica atividades de tempo
prolongado ou que apresentam alta transpiração, já que são fundamentais para
que a hidratação, essencial para manter o rendimento prolongado, chegue ao
interior das células. Além disso, o potássio, magnésio, sódio e cálcio,
exemplos de eletrócitos, auxiliam nas contrações musculares, evitando a
fadiga”, completa a médica.
Segundo
a Dra. Renata Domingues, o efeito destas substâncias ainda é potencializado
quando são usadas em associação, como o magnésio taurato (associação do
magnésio à L-taurina), evitando assim a acidose e a fadiga muscular. “Porém, se
a fadiga muscular acontecer em outros momentos que não durante ou imediatamente
após o exercício é importante ficar atento e procurar um especialista, pois
pode ser um indicativo de problemas de saúde, como falta de vitaminas e
minerais, anemia, diabetes ou doenças renais e cardiovasculares”, finaliza.

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