Moda na década de 80, as polainas voltaram a figurar nas academias, principalmente entre as famosas. O que pouca gente sabe é que o recurso não está “na moda” por conta da sua beleza, mas sim pela funcionalidade: disfarçar o uso das meias elásticas durante a atividade física.
De acordo com o cirurgião vascular Dr. Caio Focassio, da Clínica Vivere de São Paulo, SP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular, o uso de meias de compressão durante os exercícios proporcionam uma melhora no retorno venoso, fazendo com que o coração seja menos exigido e a performance seja potencializada. “Só que não se pode usar qualquer meia, porque elas têm classificações diferentes de compressão e as indústrias classificam as meias elásticas, muitas vezes de inadequada, indicando compressões que podem variar de acordo com o fabricante. Por isso existe a necessidade de consultar um cirurgião vascular antes de escolher a meia para que ele possa indicar a compressão correta para cada pessoa.
Ao longo do dia, quando a pessoa está de pé, quanto mais usar a meia elástica, melhor. Só quando está deitado que não precisa”, orienta o médico. Mas atenção: o uso das meias elásticas não tem qualquer influência sobre a hipertrofia e a recuperação muscular e nem influencia na aparência da celulite. “Essa meia estimula a circulação venosa, melhorando a performance do indivíduo e não do músculo. Ela reduz o trabalho cardíaco e por isso melhora o rendimento, embora isso não seja quantificado. Além disso, ao usá-la, a pessoa vai se sentir menos cansada e com menos dores na perna, mas sem relação com o desempenho muscular, a recuperação do músculo pós-exercício etc”, orienta Focassio.
FONTE: Dr. Caio Focássio Cirurgião vascular pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo, Chefe de equipe de Cirurgia Vascular e Membro da Comissão de Ética do Hospital Samaritano (SP).

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