Dr. Domingos Mantelli alerta para a necessidade de cuidados especiais durante a gestação O número de mulheres que sofreram infarto cresceu 34%, em São Paulo, nos últimos quatro anos, em hospitais públicos, e uma das causas é a hipertensão. Essa notícia, divulgada recentemente pela Secretaria Estadual de Saúde, preocupa ginecologistas: “o bom funcionamento do coração é fundamental para uma gravidez saudável e hipertensão é um risco para as futuras mães”, explica Dr. Domingos Mantelli. Durante a gestação, o coração passa a trabalhar 60% mais do que o normal. Isso porque o volume sanguíneo total aumenta entre 60 e 65%.
Todo o sistema circulatório sofre uma sobrecarga e precisa estar em condições de aguentar essa demanda. "Para se ter uma ideia, é como se, durante 24hs a mulher estivesse fazendo um exercício de intensidade média, como por exemplo uma aula de bike – uma aula que, em média, dura 40 semanas. Claro, esse esforço acontece num ritmo crescente: aumenta até 32 semanas e depois estabiliza", afirma o Dr. Mantelli. Outro momento delicado é o parto, período que há uma aceleração natural, quando esse trabalho aliado à pressão alta pode acarretar quadro de pré-eclampsia e eclampsia. A pressão arterial alta é motivo de grande preocupação durante toda a gravidez porque pode botar em risco mãe e bebê. “ Infelizmente, por conta da maus hábitos na alimentação, é cada vez mais frequente que a mulher chegue ao ginecologista, no começo do pré-natal, já com hipertensão agravada também por excesso de peso e estresse”, alerta o Dr. Domingos . “
O ideal é que a mulher que quer engravidar já faça os exames clínicos para entender em que condições está o seu coração e tratar antes de engravidar, se for necessário.” Faixas etárias de risco A gravidez na adolescência, quando o corpo da mulher ainda não está totalmente formado, e a gravidez após os 35 anos, aumentam o risco de desenvolver hipertensão. “ O que a gente percebe é que essas duas faixas etárias são muito significativas atualmente no percentual total de novas mães.” Os sintomas de doenças cardíacas se confundem com os da gravidez, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico: tontura, aceleração da frequência cardíaca, aumento do ritmo respiratório ao fazer pequenos esforços. O médico faz um alerta para outra faixa etária, que normalmente não tem a ver com a gravidez, “ é a partir dos 45 anos, com a aproximação e chegada da menopausa, tem uma queda do estrogênio, que protege naturalmente o coração. Há uma tendência ao endurecimento vascular e à vasoconstrição, o que aumenta o risco da hipertensão e suas consequências.”

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