SAÚDE

Pólipo endometrial pode ser causa de infertilidade

Graças ao ultrassom e à histerectopia, o aumento no diagnóstico de pólipos genitais vem se tornando cada vez mais comum

Pólipo endometrial pode ser causa de infertilidade Os pólipos endometriais são responsáveis por cerca de um quarto dos casos de hemorragia antes e depois da menopausa
Crédito: BANCO DE IMAGENS

Mas afinal o que são os pólipos, o que eles causam e qual o tratamento? A ginecologista e obstetra Dra. Barbara Murayama explica “Os pólipos endometriais são crescimentos anormais de glândulas do endométrio – camada interna do útero. Podem ser únicos ou múltiplos, variando desde poucos milímetros a vários centímetros de tamanho. A grande preocupação em relação a eles, é que até 3% dos pólipos podem se transformar em câncer de endométrio”, explica a médica

. Segundo a especialista, “Tem pólipo assintomático, mas quando causa algum sintoma é o sangramento anormal. Os pólipos endometriais são responsáveis por cerca de um quarto dos casos de hemorragia antes e depois da menopausa, e, ainda, podem ser causa de infertilidade ou abortos”. Os sintomas são raros antes dos 20 anos, mas a frequência aumenta progressivamente com a idade, e os picos são a quinta década de vida”. A idade média das mulheres acometidas é ao redor de 56 anos. Infelizmente, ainda não existem comprovações sobre as verdadeiras causas dos pólipos endometriais. “Muitos pólipos só serão detectados após exame de rotina ou durante investigação para infertilidade”, ressalta Dra. Barbara.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O ultrassom pode suspeitar de um pólipo, mas só a histeroscopia com a biópsia é capaz de definir com certeza o diagnóstico. E excluir um caso de câncer de endométrio. Um estudo sugeriu que a retirada do pólipo por histeroscopia aumentou as taxas de gravidez em mulheres submetidas à inseminação intra-uterina. Em um tratamento de fertilização leva-se isso em conta (e também a presença ou não de miomas). Por isso, a maioria dos ginecologistas remove pólipos antes de um ciclo de Fertilização in vitro.

A Histeroscopia é uma endoscopia do útero e além de ser usada no diagnóstico pode realizar pequenas intervenções cirúrgicas. Através da vídeo-histeroscopia, introduz-se pela vagina uma fibra ótica que leva luz ao seu interior, bem como um gás (gás carbônico) para distendê-la. “A essa ótica acopla-se uma microcâmera, que leva a imagem até um monitor de TV. Em casos cirúrgicos serve mais comumente para retirada de miomas, pólipos, cicatrizes, ablação do endométrio”, afirma a médica. A Polipectomia é retirada do pólipo e resulta na melhora dos sintomas em 75 a 100% dos pacientes, porém, o método mais eficaz de polipectomia é a via histeroscopia. “Não há necessidade de cortes, que evitam por si só as cicatrizes. A recuperação é rápida, e, em geral, a mulher poderá receber alta no mesmo dia após se recuperar da anestesia”, conclui a ginecologista.

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