SUPERAÇÃO

Caio Bonfim e os passos que o levaram ao topo: “eu quero ver até onde o meu talento pode me levar”

Brasileiro chegou ao topo do ranking mundial dos 20 km da marcha atlética da World Athletics. Em entrevista exclusiva, Caio Bonfim fala sobre o preconceito e os desafios enfrentados no início da carreira, a rotina de preparação e o apoio da família. Conheça sua trajetória.

Caio Bonfim e os passos que o levaram ao topo: “eu quero ver até onde o meu talento pode me levar” Crédito: Caio Bonfim, com a medalha de Ouro da Marcha Atlética 20km no Campeonato Mundial de Atletismo em Tóquio. Reprodução/Hannah Peters/Getty Images

Caio Bonfim se tornou um dos grandes nomes da história do atletismo brasileiro e uma das principais referências da marcha atlética. Ao longo da carreira, conquistou 16 títulos brasileiros na modalidade, sendo 14 nos 20 km e 2 nos 35 km, além de 15 títulos da Copa Brasil de Marcha Atlética. Também é multicampeão do Troféu Brasil de Atletismo.

No cenário internacional, soma mais de 9 medalhas em competições e circuitos, entre elas a prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Ele também foi eleito Melhor Atleta do Ano pelo Prêmio Brasil Olímpico (COB)/Troféu Rei Pelé em 2024 e 2025. Em 2026, foi escolhido como Melhor Atleta do Ano Masculino pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e recebeu a Medalha José Telles da Conceição. O atleta também é bicampeão do circuito mundial World Athletics Race Walking Tour, com títulos conquistados em 2023 e 2024.

Essas, entre tantas outras conquistas, ajudaram a colocar Caio no topo do ranking mundial da marcha atlética masculina de 20 km da World Athletics, entre os melhores do mundo na modalidade. Mas, para entender a história desse grande atleta e como ele chegou até aqui, é preciso voltar um pouco no tempo e conhecer a família que esteve ao seu lado desde os primeiros passos, e que já tinha uma relação profunda com o esporte.

Caio nasceu em 19 de março de 1991, em Sobradinho, no Distrito Federal, e cresceu em um ambiente em que o esporte fazia parte da rotina da família. Seu pai, João Evangelista de Sena Bonfim, é ex-atleta da marcha atlética e representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, quando Caio tinha aproximadamente 1 ano e 4 meses. Atualmente, é professor de Educação Física e treinador de atletismo. Sua mãe, Gianetti Oliveira de Sena Bonfim, também foi marchadora e conquistou oito títulos de campeã brasileira na modalidade.

Gianetti Oliveira de Sena Bonfim & João Evangelista de Sena Bonfim. Mãe e pai de Caio Bonfim. Reprodução/Caso Atletismo

 

Como filho de dois atletas de alto nível, ele teve desde cedo uma convivência muito próxima com a marcha atlética. Durante a nossa conversa, Caio contou um pouco sobre como foi crescer nesse ambiente e construir a própria trajetória tendo como referência justamente aqueles que também viveram, de perto, os desafios e as conquistas do esporte.

“Para mim foi um privilégio. Eu, que sempre gostei de estar em movimento, sempre gostei do esporte, então foi um ambiente fértil e propício e de total influência do meu pai como treinador, um cara que gostava de fazer atividade física. A gente saía muito para correr [...] Mas ver aquela rotina de atleta, a forma, a alimentação, a mentalidade… tudo isso foi um ambiente em que fui, estando ali, recebendo, percebendo, sem saber né (que estava se tornando um grande atleta). Então, me fez muito bem crescer neste ambiente junto com meus pais.”

Mas Bonfim, só iniciou mesmo na marcha atlética aos 16 anos, em 2007. Antes de se dedicar ao esporte, o atleta chegou a jogar futebol e nos contou como foi esse caminho até a marcha profissional. 

“O meu pai sempre percebeu que eu e meu irmão (Evam Oliveira de Sena Bonfim) sabíamos fazer a marcha atlética brincando com a minha mãe, que a gente tinha preparo físico, então ele, como treinador, tinha a curiosidade de saber se a gente era bom nisso. E houve essas inscrições que ele me colocou e me levou (competições), comecei a me destacar e ali você já consegue perceber que você é muito melhor marchador do que jogador (futebol). E um dia fui percebendo e tomei essa decisão de fazer a marcha atlética.”

Em 1990, os pais de Caio Bonfim fundaram o Centro de Atletismo de Sobradinho (CASO), um projeto social dedicado ao incentivo e à formação de jovens por meio do esporte. Desde então, eles atuam como treinadores e contribuem para a descoberta e o desenvolvimento de novos talentos. Caio destacou a importância do projeto para sua família e para a formação dos jovens.

 Centro de Atletismo de Sobradinho (CASO). Reprodução/Instagram/@casoatletismo

“Este projeto é a paixão e a vida do meu pai, de transformar pessoas através do atletismo. Ele pega aqueles jovens bem novinhos e acredita, faz treino, leva para competições e potencializa dentro desse espaço do instituto, que é muito legal. A gente tem o lanche, nós damos tênis, short, camisa e, quando ele (o jovem atleta) pode representar a equipe, quando ele viaja para outro estado e começa a ver o talento dele. Então, eu acho que esse é o brilho nos olhos dele (pai do Caio), e é muito legal. A gente vê as pessoas chegando ali, descobrindo o seu talento, trabalhando, dedicando e conquistando, tanto aqueles que foram campeões, que se tornam campeões, e também que se tornam cidadãos ali dentro daquele ambiente. É muito legal este projeto e eu cresci vendo isso e sempre fui apaixonado, e fazer parte disso como atleta também é muito legal e poder inspirar também essas novas gerações.”

A preparação de um grande atleta 

Na marcha atlética, cada passo segue uma sequência muito precisa. O movimento começa quando o calcanhar toca o chão, enquanto a outra perna permanece apoiada. A partir daí, o corpo avança com o quadril girando e a perna de apoio se estendendo até ficar praticamente reta. Ao mesmo tempo, a outra perna passa à frente para iniciar o próximo passo. Os braços acompanham esse movimento, ajudando a manter o equilíbrio e o ritmo.

Jogos Olímpicos Paris 2024. Marcha atlética de 20km masculino. Caio Bonfim medalhista de prata. Reprodução/Alexandre Loureiro/COB

 

A primeira vista, pode parecer apenas uma forma diferente de correr, mas diferentemente da corrida, em que o atleta pode ficar por alguns instantes sem nenhum dos pés tocar o chão, na marcha é obrigatório manter o contato com o solo durante todo o movimento, o que exige uma técnica bastante específica. Além disso, a perna que avança deve permanecer estendida até passar pela posição vertical do corpo, são regras que parecem simples, mas que, em velocidades muito altas, exigem um controle muito preciso. 

Por isso, o marchador precisa ter domínio do próprio corpo para manter a técnica mesmo quando o cansaço aparece. E é justamente essa combinação entre técnica, velocidade e resistência que torna a preparação tão específica. Mas para entendermos melhor como funciona a rotina de treinos de um grande atleta, Caio compartilhou conosco como é a sua preparação para as competições.

“É diário este treino, ali, três vezes por semana, um trabalho de muita quilometragem, duas vezes por semana é um trabalho mais de intensidade, então, é menos volume e mais intensidade. E um dia de técnica e um dia de descanso, esse é o trabalho da maioria do ano. Quando a gente está em período de grandes competições, que a gente vai para campings de treinamento, a gente treina de domingo a domingo. Então, tem que treinar bem, tem que se recuperar bem, tem que descansar, se alimentar, fortalecer, então é uma vida mesmo, 24 horas pensando no esporte.”

Caio nos explica que muitos aspectos fazem parte da preparação de um atleta. Ele também percorre muitos quilômetros nos treinamentos e trabalha o fortalecimento muscular, tanto para prevenir lesões quanto para ganhar força e potência. A alimentação, o acompanhamento nutricional e o descanso também fazem parte da sua rotina. 

“É como uma barra de chocolate: cada uma dessas qualidades é um tablete que forma o essencial para o atleta.”

Ao ser perguntado sobre a construção da sua mentalidade para encarar longos quilômetros de prova, em um esporte de resistência que exige muita força mental para lidar com o desgaste físico e manter a concentração, Caio volta a destacar a importância da preparação. Para ele, é ao longo desse processo que a confiança é construída, a partir dos treinos, da definição de objetivos e da capacidade de se concentrar naquilo que está sob seu controle. 

“A parte mental é importante, vem no pacote quando você é atleta, busca ser atleta e gosta de competir, gosta do desafio, então você se prepara. [...] Não tem uma fórmula mágica que você fala assim: eu estou sempre pronto, mentalmente. Mas você tenta se preparar, está com a cabeça tranquila, quanto mais você consegue treinar, mais segurança você chega para a prova e está sabendo os objetivos que você tem que fazer, isso vai te dar tranquilidade, eu acho que esse é o princípio. E você sempre trabalhar bem, com vontade, de poder dar o seu melhor, de poder entregar o seu melhor. Você não consegue controlar a parte externa, essa expectativa das pessoas, do adversário, mas o que você pode controlar é o seu treino, o seu descanso, então, você fica mais focado naquilo que você pode controlar e ir lá e entregar o seu melhor. Este é o caminho para que você possa ter essa mentalidade, ter essa confiança, mas ter essa consciência também desse ambiente.”

Nutrição esportiva 

Ao conversar com o Caio sobre a preparação para provas de longa distância, ele comentou que além do treinamento físico, existe toda uma preparação relacionada à alimentação e à hidratação. Ele destacou que essa estratégia precisa ser pensada e, principalmente, treinada antes da prova, já que cada atleta pode responder de uma maneira diferente à ingestão de determinados nutrientes ao longo do percurso. A partir disso, surgiu a seguinte questão: como trabalhar a alimentação e a hidratação para conseguir sustentar o ritmo até o final de uma prova de 20 ou 50 km?

“Para uma prova de longa distância, a hidratação é fundamental, e quando a gente fala dessa hidratação, não é da água, é a ingestão de carboidrato, de glutamina, de aminoácido, dextrose, maltodextrina, frutose. Então, dentro da parte nutricional, a gente vai fazendo o que a nutricionista nos passou e depois fazendo as adaptações, porque cada um tem o seu estilo, sua forma de perceber, e ali você treina bastante a forma como você vai fazer no dia da prova, para que você possa chegar na prova já bem treinado nessa ingestão nutricional. Então, tem que chegar bem alimentado na prova ou no treino, para você poder ter uma base energética para você fazer esses quilômetros e também não errar nesse meio do caminho.”

Quando se fala em desempenho esportivo, é comum pensar primeiro nos treinos, na preparação física e na resistência. Mas, por trás de todo esse esforço, existe também uma rotina alimentar que ajuda o corpo a ter energia para enfrentar provas tão exigentes. No caso de quem pratica endurance, essa alimentação precisa acompanhar a intensidade dos treinos e fazer parte da rotina. Foi pensando nisso que quis entender um pouco melhor quais alimentos estão presentes no dia a dia do Caio e que têm papel importante na sua performance:

“A minha base alimentar é de carboidrato, então não pode faltar carboidrato. Ele é o principal alimento para as provas de endurance, então você vai ver o cara tomando gelzinho, tomando maltodextrina e, no dia a dia, sempre muito carboidrato. A famosa história de que um maratonista comeu macarronada. Então esse carboidrato é a base energética para a nossa atividade. Então, a gente não pode fazer uma dieta restritiva de carboidrato, ele é sempre a nossa principal alimentação.”

Carreira, principais conquistas e superação 

A trajetória de Caio Bonfim na marcha atlética foi construída ao longo de quase duas décadas de dedicação ao esporte. Ainda jovem, começou a se destacar internacionalmente e, em 2009, conquistou a medalha de prata no Pan-Americano Juvenil. No ano seguinte, terminou em quarto lugar no Campeonato Mundial Sub-20. Em 2011, com apenas 20 anos, estabeleceu o recorde brasileiro dos 20.000 metros e, pouco depois, em 2012, disputou sua primeira Olimpíada, em Londres.

Em 2015, Caio conquistou o bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e terminou o Mundial de Pequim na sexta colocação. No ano seguinte, competindo em casa, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ficou em quarto lugar nos 20 km, a poucos passos do pódio. Ainda em 2016, estabeleceu o recorde brasileiro dos 50 km, com 3h47min02s. Em 2017, veio uma conquista inédita até então, o bronze nos 20 km do Campeonato Mundial de Londres, sua primeira medalha em um Mundial.

Nos anos seguintes, Caio continuou entre os principais nomes da marcha atlética. Em 2019, conquistou a prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima e estabeleceu o recorde brasileiro dos 20 km, com 1h18min47s. Em 2022, estabeleceu o recorde brasileiro dos 35 km, com a marca de 2h25min14s, no Campeonato Mundial de Eugene, nos Estados Unidos. Já em 2023, conquistou novamente o bronze nos 20 km do Mundial, em Budapeste, e a prata nos Jogos Pan-Americanos de Santiago.

Depois de anos acumulando experiências, recordes e medalhas, 2024 representou um dos momentos mais importantes de sua carreira. Em sua quarta participação olímpica, nos Jogos de Paris, Caio conquistou a medalha de prata nos 20 km, tornando-se o primeiro brasileiro a subir ao pódio olímpico na marcha atlética. A conquista foi seguida, no ano seguinte, por outro feito histórico. No Campeonato Mundial de Tóquio, em 2025, Caio conquistou a prata nos 35 km e, poucos dias depois, tornou-se campeão mundial dos 20 km

Com uma carreira marcada por muitos títulos e uma trajetória no esporte construída desde muito cedo, perguntei ao Caio o que todos esses momentos lhe ensinaram sobre como lidar com os desafios e o que continua o motivando a se desafiar todos os dias.

“Quando você começa a ser atleta, você vai para os campeonatos regionais, depois nacionais e internacionais, então você sempre vai sonhando poder dar o seu melhor, entregar o seu melhor e fazer esses resultados. Eu fui campeão brasileiro, sul-americano, pan-americano quando era juvenil e depois me classifico para os meus primeiros Jogos Pan-Americanos, depois Jogos Olímpicos, Campeonato Mundial, e eu tive a oportunidade de ir fazendo essa construção, tentando evoluir sempre e melhorar. Tivemos aí medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2025, depois sexto no Campeonato Mundial e, em 2016, a gente é 4° nas Olimpíadas, um grande resultado, em 2017, medalha mundial. Então, são momentos que fazem muito bem porque te mostram que você está no caminho. Eu sou o cara que fala assim: eu quero ver até onde o meu talento pode me levar, então eu quero me dedicar e entregar tudo que eu posso para a gente poder vivenciar isso tudo. E grandes coisas acontecem, às vezes não sai do jeito que a gente quer, depois sai mais do que a gente imaginava, e isso é a vida esportiva. Então, todos esses caminhos me ajudaram a me formar desde o começo. A minha identidade foi forjada junto com o esporte, e todas essas etapas foram grandes experiências que eu tive na vida.”

Bonfim é dono do maior número de títulos do Troféu Brasil Interclubes de Atletismo, com 16 conquistas, e atualmente lidera o ranking mundial dos 20 km da World Athletics, consolidando-se entre os melhores atletas do mundo na modalidade. Ao fim da entrevista, ele tenta descrever a sensação de estar entre os melhores do mundo e fala sobre a importância da constância e de permanecer focado para continuar alcançando bons resultados.

“Para mim, é um privilégio. A gente trabalha, se dedica, poder ver o nosso nome entre os melhores. A gente sabe o tanto que não é fácil estar ali e poder ter esses resultados. Fico muito feliz e muito orgulhoso de poder estar entre esses melhores, eu acho que essa sensação é difícil de descrever. A gente dá uma olhadinha ali rápida e acha legal, mas volta para o dia a dia, ter essa consciência de que tem que treinar, tem que se dedicar, porque você foi campeão mundial, você não está campeão mundial, você tem que estar com aquela mesma forma (física) daquele dia em específico, então trabalhar para sempre estar perto da melhor forma física possível para aquele momento e ter esses resultados mais uma vez.”

E se tratando de desafios, Caio enfrentou alguns antes mesmo de iniciar no esporte e, principalmente, no começo da carreira.

Ainda na infância, passou por problemas de saúde que marcaram seus primeiros anos de vida. Depois de uma meningite e de episódios graves de pneumonia, ele também enfrentou uma deficiência de cálcio, relacionada à intolerância à lactose, que fragilizou seus ossos e fez com que suas pernas começassem a se arquear. A condição chegou a dificultar seus primeiros passos e, ainda muito pequeno, Caio precisou passar por uma cirurgia para corrigir a deformidade. Durante a recuperação, ficou cerca de dois meses com as pernas engessadas, enquanto os médicos acompanhavam a evolução e avaliavam se o procedimento seria suficiente para impedir que elas voltassem a se arquear. 

“a gente tem ali a parte da saúde que talvez foi o momento mais delicado, mas também foi o momento mais de superação dos meus pais, porque eu não tenho lembrança daquela época.”

Em minha última pergunta ao atleta, sobre qual considera ser sua maior superação, Caio, além de falar sobre o quadro de saúde que enfrentou na infância, também cita a falta de apoio moral, as dificuldades que enfrentou durante a época escolar, a falta de investimento no início da carreira e a desvalorização do esporte no ambiente acadêmico. 

“Venci o preconceito, a falta de apoio moral, às vezes ali do investimento no começo da carreira, mas todas as dúvidas e conflitos, muitos treinos, muita dedicação para poder alcançar isso, acho que isso foram desafios que você vai aprendendo a lidar. Então, eu não sei te falar um exclusivo, mas eu acho que a falta de apoio moral, quando a gente fala do preconceito, do xingamento, das pessoas não entenderem o que é. Na época da escola, às vezes alguns professores não entendiam por que estava viajando, não valorizavam tanto o esporte. Você, fazendo bons resultados, se dedicando, e parece que ninguém entende o que você está fazendo. São momentos assim, talvez, os mais desafiantes.”

Caio Bonfim construiu uma trajetória que vai muito além das medalhas e dos recordes. Desde a infância, enfrentou barreiras que poderiam ter mudado o rumo de sua história, mas encontrou no esporte, no trabalho e no apoio da família a força e a disciplina de um grande atleta. Hoje, entre os melhores do mundo na marcha atlética, carrega não apenas os resultados de uma carreira vitoriosa, mas também a história de quem precisou persistir para chegar até aqui.

Linha do tempo 

2007

  • Participa do Mundial de Atletismo Sub-18, em Ostrava, terminando em 12º lugar nos 10.000 m marcha.

2008

  • Termina o ano como 2º colocado no ranking mundial da categoria menor
  • No Mundial Sub-20 de Bydgoszcz, na Polônia, termina em 6º lugar

2009

  • Conquista a medalha de prata no Campeonato Pan-Americano Juvenil, nos 10.000 m marcha

2010

  • Conquista o 4º lugar no Campeonato Mundial Sub-20, em Moncton, no Canadá

2011

  • Aos 20 anos, estabelece o recorde brasileiro dos 20.000 m marcha, no Campeonato Sul-Americano de Atletismo, em Buenos Aires
  • Participa do Mundial de Atletismo de Daegu, na Coreia do Sul, terminando em 22º nos 20 km
  • Faz sua estreia no Troféu Brasil e conquista a medalha de prata nos 20.000 m

2012

  • Conquista seu primeiro título do Troféu Brasil, nos 20 km, com 1h21min36s
  • Disputa sua primeira Olimpíada, aos 21 anos, e termina em 39º nos 20 km

2015

  • Conquista a medalha de bronze nos 20 km dos Jogos Pan-Americanos de Toronto.
  • No Mundial de Pequim, termina em 6º lugar nos 20 km
  • Campeão da Copa Brasil de Marcha Atlética. Em Blumenau SC
  • Terceiro colocado no Troféu de Marcha Atlética em Lugano – Suiça
  • Quarto Colocado no Grand Prix de Marcha Atlética na Eslováquia
  • Quarto Colocado no Grand Prix de Marcha Atlética na Rep Tcheca
  • Terceiro colocado no Grand Prix de Marcha Atlética em Rio Maior – Portugal
  • Segundo Lugar na Copa Pan-americana de Marcha – Arica, Chile
  • Campeão do Troféu Brasil, 2015, São Bernardo, SP
  • Oitavo colocado no Challenge de La Corunha
  • Quinto lugar no circuito internacional da IAAF de marcha atlética
  • Campeão do campeonato americano de marcha em Santee, Califórnia, nos 50km

2016

  • Nos Jogos Olímpicos do Rio, termina em 4º lugar nos 20 km, com 1h19min42s
  • Na prova dos 50 km, termina em 9º lugar, também estabelecendo recorde brasileiro, com 3h47min02s
  • Campeão da Copa Brasil de Marcha, Rio de Janeiro
  • Oitavo Lugar no Campeonato Mundial de Marcha, Roma
  • Campeão do campeonato IBERO-AMERICANO, Rio de Janeiro
  • Sexto colocado no Challenge de La Corunha, Espanha
  • Campeão por equipe do Desafio de Shizou, China

2017

  • Conquista a medalha de bronze nos 20 km do Campeonato Mundial de Londres
  • Estabelece novo recorde brasileiro, com 1h19min04s
  • No mesmo ano, é escolhido Atleta da Torcida no Prêmio Brasil Olímpico. O COB registra que essa foi sua primeira conquista nessa categoria
  • Campeão da Copa Brasil de Marcha Atlética, cidade de Bragança Paulista, 1h30min05seg
  • Oitavo Lugar no Challenge de Portugal
  • Primeiro lugar no Challenge de Taikang, China
  • Sexto Lugar no Challenge de La Corunha, Espanha
  • Primeiro lugar no Troféu Brasil de Atletismo, São Bernardo do Campo, SP
  • Terceiro do mundo no Mundial de Atletismo de Londres
  • Campeão por equipe do Desafio de Shizou, China
  • Segundo geral no circuito de Marcha da IAAF

2018

  • Campeão pela sétima vez da Copa Brasil Caixa de Atletismo, Sobradinho, Brasília
  • Campeão do Troféu Brasil de Atletismo
  • Campeão do campeonato australiano de marcha na prova de 50km

2019

  • Conquista a medalha de prata nos 20 km dos Jogos Pan-Americanos de Lima
  • No Pan de Lima, também aparece nos registros com 2h19min59s nos 30 km
  • Campeão pela oitava vez seguida da Copa Brasil de Marcha Atlética
  • Quarto no Challenge de Rio Maior, Portugal
  • Terceiro no Challenge de Taikang, China
  • Sétimo no Challenge de La Corunha, Espanha
  • Campeonato Mundial de DOHA, 13º Lugar

2020

  • Copa Brasil de Marcha, Recife, Primeiro Lugar, 20km
  • Campeão Copa Sul-Americana de Marcha, Lima, Peru
  • Campeão do campeonato de atletismo adulto do D.F. 20.000m
  • Campeão do Troféu Brasil de Atletismo, adulto

2021

  • Disputa os Jogos Olímpicos de Tóquio e termina em 13º lugar nos 20 km
  • No Troféu Brasil, é campeão nos 20 km e nos 35 km
  • Campeão da Copa Brasil de Marcha Atlética
  • Torneio cidade de B Paulista-SP, 20.000m e recorde brasileiro
  • Segundo lugar na Copa Pan-Americana de Marcha, Guayaquil
  • Campeão do Troféu Brasil de Atletismo, SP, 20.000m
  • Campeão do Troféu Brasil de Atletismo, SP, 35km

2022

  • No Mundial de Eugene, nos Estados Unidos, estabelece o recorde brasileiro dos 35 km, com 2h25min14s
  • No World Athletics Race Walking Tour, termina a temporada em 2º lugar
  • Primeiro lugar na Copa Brasil de Marcha Atlética, Bragança Paulista, SP
  • 8º Lugar no campeonato mundial de marcha atlética, OMÃ
  • Campeão do Grande Prêmio Marcha Atlética, Podebrady, República Tcheka, 20km
  • Segundo lugar no Grande Prêmio de Marcha de Rio Maior, Portugal
  • Terceiro lugar no Grande Prêmio de Madri, Espanha
  • Segundo lugar no Campeonato IBERO-AMERICANO, La Nucia, Espanha
  • Segundo Lugar no Grande Prêmio de La Corunha de Marcha Atlética
  • 6º no Campeonato Mundial de Atletismo, Oregon, Eugene.
  • 7º no Campeonato Mundial de Atletismo, Oregon, nos 35km

2023

  • É campeão do World Athletics Race Walking Tour 2023
  • Conquista a vitória na etapa de 20 km de Varsóvia
  • Vence os 20 km de La Coruña, na Espanha, com 1h18min29s, estabelecendo novo recorde brasileiro
  • No Mundial de Budapeste, conquista a medalha de bronze nos 20 km, com 1h17min47s, novamente quebrando o recorde brasileiro
  • Campeão da Copa Brasil de Marcha Atlética, Brasília, DF
  • Vice-Campeão do Grande Prêmio 50 Dudince de Marcha Atlética, Eslováquia
  • Campeão do Grande Prêmio de Varsóvia de Marcha Atlética, Polônia
  • Vice-Campeão do Grande Prêmio de Madri, Espanha, 10km
  • Vice-Campeão do Grande Prêmio de Rio Maior, Portugal, 20km
  • Campeão do Grande Prêmio de Marcha La Corunha, Espanha, 20km
  • Campeão do Troféu Brasil de Marcha, Cuiabá, 20km e 35km
  • Bronze no Campeonato Mundial de Atletismo, Budapeste, Hungria, 20km
  • Prata no Jogos Pan-Americanos, Santiago, Chile, 20km
  • Dupla bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, Chile

2024

  • Bronze nos 20 km em Taicang, na China, com 1h17min44s
  • No Campeonato Sul-Americano de Marcha, em Recife, é campeão dos 20 km
  • No Mundial de Marcha Atlética por Equipes, em Antalya, forma dupla com Viviane Lyra no revezamento misto e termina em 5º lugar
  • Nos Jogos Olímpicos de Paris, conquista a medalha de prata nos 20 km, sua primeira medalha olímpica e a primeira medalha olímpica brasileira na marcha atlética masculina
  • Torna-se bicampeão do World Athletics Race Walking Tour, vencendo também a classificação geral de 2024
  • No Prêmio Brasil Olímpico 2024, é eleito Melhor Atleta do Ano – Troféu Rei Pelé
  • Campeão na Copa Brasil de Marcha Atlética, vitória, ES, 20km
  • 3º lugar no Grand Prix de Marcha Atlética de Taikang na China, 20km
  • Campeão na Copa Sul-Americana de Marcha, Recife. 20km
  • 3º lugar no Grande Prêmio de Podebrady, Rep Tcheka. 20km
  • 5º lugar no Campeonato Mundial de Machar, Antalya
  • 2º lugar no Grande Prêmio de Varsóvia. 20km
  • 3º lugar no Grande Prêmio de La Corunha, Espanha. 20km
  • Bronze no Grande Prêmio da Irlanda, 35km

2025

  • Em fevereiro, em Kobe, no Japão, estabelece o recorde brasileiro dos 20 km, com 1h17min37s
  • No Troféu Brasil, em julho, vence os 20.000 m e estabelece o recorde brasileiro e sul-americano, com 1h18min37s9
  • No Mundial de Tóquio, conquista a medalha de prata nos 35 km, com 2h28min55s; Dias depois, conquista o ouro nos 20 km, tornando-se campeão mundial pela primeira vez
  • É novamente campeão do Troféu Brasil
  • Conquista pela 14ª vez a Copa Brasil de Marcha Atlética nos 20 km
  • É eleito Melhor Atleta do Atletismo Brasil referente à temporada de 2025
  • Em dezembro, é eleito Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico pela segunda vez consecutiva

2026

  • Em janeiro, vence a Copa Brasil de Marcha Atlética, conquistando seu 15º título da competição nacional
  • Em fevereiro, em Kobe, estabelece o recorde brasileiro e sul-americano da meia maratona, com 1h21min44s
  • No Mundial de Marcha Atlética por Equipes, realizado em Brasília, conquista a medalha de bronze na meia maratona
  • Em julho, vence a meia maratona no Troféu Brasil e chega ao 16º título brasileiro na competição
  • Recebeu a Medalha José Telles da Conceição
  • Conquistou a medalha de ouro na meia maratona da marcha atlética nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, Argentina. 1h22min31s nos 21,097 km.

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