Produzida pelas abelhas a partir de resinas de plantas, especialmente do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia), ela se destaca pela elevada concentração de compostos bioativos, como os ácidos fenólicos e os flavonoides, sendo o artepelin C seu principal marcador de qualidade.
Embora seja amplamente utilizada para fortalecer o sistema imunológico e auxiliar na prevenção de infecções respiratórias, seus benefícios vão além, incluindo potencial ação na saúde cardiovascular, equilíbrio da microbiota intestinal e redução do estresse oxidativo.
Como usar
A forma de uso depende da apresentação do produto:
- Extrato líquido: pode ser diluído em água, sucos ou chás.
- Também pode ser administrado diretamente na boca.
- Cápsulas: oferecem praticidade e permitem maior padronização da dose.
- Spray oral: indicado para alívio de desconfortos na garganta e higiene da cavidade oral.
A recomendação é utilizar o produto diariamente, preferencialmente conforme orientação de um profissional de saúde, especialmente em pessoas com doenças crônicas, gestantes, lactantes ou usuários de medicamentos contínuos.
Qual a quantidade ideal?
Não existe uma dose única válida para todos os indivíduos. A quantidade varia conforme a concentração do extrato e o objetivo de uso.
- Uso diário para manutenção da saúde: cerca de 200 a 500 mg de extrato padronizado por dia.
- Produtos líquidos costumam recomendar 10 a 30 gotas ao dia, dependendo da concentração.
- Em estudos clínicos, doses entre 300 e 900 mg/dia têm sido utilizadas com boa segurança para diferentes finalidades.
É fundamental seguir a recomendação presente no rótulo, pois diferentes fabricantes utilizam concentrações distintas de compostos ativos.
Como identificar um produto de qualidade
Nem toda própolis verde disponível no mercado possui a mesma qualidade. A concentração de compostos bioativos pode variar conforme a origem da matéria-prima, o processo de extração e o controle de qualidade realizado pelo fabricante. Por isso, alguns aspectos merecem atenção no momento da escolha.
Verifique se o produto informa no rótulo a padronização do extrato, indicando a quantidade de compostos fenólicos totais ou de artepelin C, um dos principais marcadores da própolis verde. Essa informação demonstra maior controle sobre a composição e a qualidade do produto.
Também é importante optar por marcas confiáveis, que apresentem registro nos órgãos competentes, informações completas sobre a composição, lote e prazo de validade, além de realizarem testes para garantir a ausência de contaminantes, como metais pesados e resíduos de pesticidas.
Outro diferencial é a origem da própolis. O Brasil é reconhecido mundialmente pela produção de própolis verde de alta qualidade, especialmente em regiões onde predomina o alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia), planta responsável pelos principais compostos bioativos desse tipo de própolis.
Escolher um produto padronizado e de boa procedência aumenta a segurança do consumo e oferece maior garantia de que os benefícios observados em estudos científicos possam ser alcançados.
Existe algum risco?
A própolis verde é considerada segura para a maioria das pessoas quando utilizada nas doses recomendadas. Entretanto, indivíduos alérgicos a produtos das abelhas podem apresentar reações como coceira, vermelhidão ou dificuldade respiratória, devendo interromper o uso imediatamente.
Também é prudente que gestantes, lactantes e pessoas em uso de anticoagulantes consultem um profissional de saúde antes da suplementação. Quando utilizada de forma adequada e com produtos de qualidade, a própolis verde pode contribuir para a promoção da saúde e do bem-estar, especialmente devido às suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunomoduladoras.

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