A doença afeta majoritariamente mulheres e costuma vir acompanhada de sintomas como dor, sensibilidade ao toque, hematomas frequentes e dificuldade para reduzir gordura apenas com dieta e exercícios físicos.
Nos últimos anos, avanços na medicina têm ampliado as possibilidades de tratamento e controle da doença. Entre os recursos que vêm sendo estudados e utilizados por especialistas estão as chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis inicialmente indicados para o tratamento do diabetes e da obesidade.
De acordo com o ginecologista Dr. Fábio Dernadin, esses medicamentos podem ajudar no controle do quadro quando utilizados dentro de um plano terapêutico completo e individualizado.
“As canetas emagrecedoras não curam o lipedema. Elas são apenas um recurso complementar dentro de um tratamento mais amplo, que normalmente inclui dieta anti-inflamatória, exercícios de baixo impacto, drenagem linfática, uso de meias de compressão e acompanhamento com um dermatologista ou especialista capacitado”, explica o médico.
Esses medicamentos atuam em mecanismos metabólicos que ajudam a reduzir o apetite e melhorar o controle do peso corporal. Embora a gordura associada ao lipedema seja mais resistente, a redução do peso global pode trazer benefícios importantes para a qualidade de vida das pacientes.
“Quando há perda de peso e melhora do metabolismo, muitas pacientes relatam diminuição do volume corporal, redução da pressão nas pernas e melhora da mobilidade. Isso pode impactar diretamente na qualidade de vida e no conforto no dia a dia”, afirma o ginecologista.
Foi o que aconteceu com a empresária Juliana Palmer, que foi diagnosticada com lipedema e, em menos de uma semana, perdeu quatro quilos ao iniciar um protocolo que incluiu o uso de caneta emagrecedora, tratamentos estéticos na região das coxas, dieta anti-inflamatória, exercícios físicos e aumento da ingestão de água.
“Eu não sabia de onde vinha o meu cansaço. Chegava aos lugares e logo queria sentar, mesmo usando um calçado confortável. Sentia as pernas pesadas, dor nos pés. Agora, com a perda de peso, a alimentação anti-inflamatória, exercícios adequados e a ingestão de cinco a sete litros de água por dia, já estou percebendo uma melhora bem significativa”, relata Palmer.
Segundo o médico, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para evitar a progressão da doença e garantir melhores resultados no tratamento.
“O lipedema é uma condição que precisa ser reconhecida e tratada de forma multidisciplinar. Quanto mais cedo a paciente recebe orientação correta e acompanhamento médico, maiores são as chances de controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida”, conclui o Dr. Fábio Dernadin.
O tratamento do lipedema pode variar de acordo com o estágio da doença e as características de cada paciente, podendo incluir mudanças no estilo de vida, terapias físicas, controle metabólico e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos específicos. O acompanhamento com profissionais especializados é essencial para a definição da abordagem mais adequada.

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