SAÚDE

Fevereiro roxo alerta para três doenças crônicas e sem cura

Campanha visa informar e conscientizar sobre três doenças graves que muitas pessoas enfrentam: Alzheimer, fibromialgia e lúpus

Fevereiro roxo alerta para três doenças crônicas e sem cura Crédito: Banco de imagens

O Fevereiro Roxo é uma campanha que visa informar e conscientizar sobre três doenças crônicas graves e sem cura que muitas pessoas enfrentam: Alzheimer, fibromialgia e lúpus. O movimento surgiu para levar informação à população, incentivar o diagnóstico precoce e promover acolhimento aos pacientes. A cor roxa simboliza a empatia e a solidariedade com quem convive com essas enfermidades. 

No centro clínico do Órion Complex temos profissionais que podem falar sobre as doenças: reumatologistas para lúpus e fibromialgia, e neurologista sobre Alzheimer. Os colocamos à disposição para serem fonte para entrevistas. Abaixo seguem algumas informações que podem ajudar a compor sua pauta. Vamos agendar?

Lúpus

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), ou apenas Lúpus, é uma doença reumatológica autoimune, crônica, inflamatória e de causa não conhecida, cuja principal característica é a ampla variedade de suas manifestações clínicas. Embora a maioria das pessoas apresentem manifestações cutâneas e articulares, os sintomas podem surgir em diversos outros órgãos, de forma lenta e progressiva (meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão. A maioria dos pacientes são mulheres na faixa mais produtiva da vida, de 20 a 45 anos. A proporção é de 9 mulheres para 1 homem diagnosticado. De acordo com o Ministério da Saúde, dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas atualmente, o lúpus é uma das mais graves e importantes. 

Alzheimer

De acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras, divulgado pelo Ministério da Saúde em 2024, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convivem com a doença, sendo o Alzheimer a mais comum. O número aproximado é de 1,8 milhão de casos de demência e até 2050 a projeção é que 5,7 milhões de pessoas sejam diagnosticadas no país. 

Estudos recentes feitos por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagnóstico do Alzheimer. As análises apontam o bom desempenho da proteína p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indivíduos saudáveis de pessoas com a doença. O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, é levar os estudos para o Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em larga escala.Antes disso, a única forma de detectar a possibilidade da doença era o exame clínico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagnóstico baseado nos sintomas do paciente.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença que causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira tem fibromialgia, afetando aproximadamente 6 milhões de pessoas no país. De cada 10 pacientes com a doença, sete a nove são mulheres. No entanto, a síndrome também pode acometer homens, idosos, adolescentes e crianças. Mais de 60% das pessoas com fibromialgia apresentam sintomas depressivos, evidenciando a necessidade de uma abordagem que integre saúde física e mental. Em agosto de 2025 o Governo Federal reconheceu a fibromialgia como deficiência, com atendimento especializado pelo SUS a partir deste ano.

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