Com os dias mais curtos, o céu nublado e as temperaturas frias, é natural que as pessoas se exponham menos ao sol durante o inverno. A estação também dificulta a produção de vitamina D pelo organismo, um nutriente essencial para a saúde dos ossos, para o sistema imunológico e, como mostram estudos recentes, até para retardar o envelhecimento celular.
“A vitamina D é produzida naturalmente quando a pele é exposta ao sol, mas no inverno isso é mais difícil. Nesse contexto, é fundamental buscar outras formas de obter o nutriente, seja por meio da alimentação ou, quando necessário, da suplementação orientada”, explica Gisele Pavin, Head de Nutrição, Saúde e Bem-estar da Nestlé Brasil.
Entre os alimentos naturalmente ricos em vitamina D estão peixes como salmão, atum e sardinha, além de ostras, fígado, ovos, leite e seus derivados. Os cereais matinais também podem contribuir para melhorar a ingestão da vitamina. Para casos em que a exposição solar e a alimentação não são suficientes, especialmente em regiões com menos incidência de sol ou em populações mais vulneráveis, como idosos, a suplementação pode ser indicada por um profissional de saúde.
Um estudo recente realizado por pesquisadores de Harvard, chamado VITAL, reforça a importância do tema: participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D³ por dia, durante quatro anos, apresentaram uma desaceleração significativa no encurtamento dos telômeros (estruturas que protegem o DNA e estão associadas ao envelhecimento celular). Isso equivale, em média, a quase três anos a menos de envelhecimento biológico em comparação às pessoas que não suplementaram.
“Ainda que os resultados sejam animadores, a suplementação não substitui os pilares de uma vida saudável. Sem dúvida, é uma aliada, mas deve vir acompanhada da alimentação equilibrada, prática de exercícios, sono de qualidade e saúde emocional. Manter níveis adequados de vitamina D é um cuidado diário e é mais simples do que parece. Incluir alimentos que são fonte do nutriente nas refeições, aproveitar a luz do sol sempre que possível e seguir as orientações de saúde são práticas acessíveis que, somadas, contribuem para uma vida mais saudável e equilibrada em qualquer estação”, finaliza Gisele.

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