PALAVRA DO ESPECIALISTA

Artigo: infectologia x academias - Contaminação viral em academias: principais vírus presentes, riscos e protocolos de prevenção

Academias são ambientes propícios à transmissão de vírus e outros patógenos devido à alta circulação de pessoas, contato com superfícies compartilhadas e condições de umidade e calor

Infectologia x academias - Contaminação viral em academias: principais vírus presentes, riscos e protocolos de prevenção Crédito: Banco de imagens

A compreensão dos principais agentes virais e a adoção de protocolos rigorosos são essenciais para a prevenção de surtos e a promoção da saúde dos frequentadores.

Principais vírus encontrados em academias

1. Influenza (gripe): transmitido por gotículas respiratórias e superfícies contaminadas, pode causar quadros respiratórios de intensidade variável.

2. SARS-CoV-2 (Covid-19): altamente transmissível por aerossóis e contato com superfícies, com potencial para surtos em ambientes fechados.

3. Adenovírus: associado a conjuntivite e infecções respiratórias, transmitido por contato direto ou indireto.

4. Vírus da herpes simples: pode ser transmitido por contato com lesões ou superfícies contaminadas.

5. Vírus entéricos: transmitidos por contato fecal-oral, especialmente em ambientes com higiene inadequada.

Riscos e mecanismos de transmissão

A transmissão ocorre principalmente por contato direto com superfícies contaminadas e subsequente toque em mucosas (olhos, boca, nariz), além da disseminação aérea em ambientes mal ventilados. O risco aumenta durante o exercício devido à maior frequência respiratória e dispersão de partículas virais. Equipamentos como halteres, barras, colchonetes e aparelhos de musculação apresentam maior potencial de contaminação.

Protocolos de prevenção em academias

1. Higienização das mãos

Lavar com água e sabão ao chegar, sair e após contato com equipamentos; usar álcool 70% quando necessário.

2. Limpeza de equipamentos

Desinfetar aparelhos antes e depois do uso com álcool 70% ou produto aprovado pela Anvisa.

3. Uso de toalha individual

Cobrir bancos e superfícies de contato; evitar compartilhar acessórios.

4. Ventilação

Manter ambientes arejados e renovar o ar regularmente.

5. Distanciamento

Limitar o número de usuários e manter distância mínima de 2 metros.

6. EPIs

Uso de máscara obrigatório, principalmente em ambientes fechados.

7. Limpeza periódica

Realizar desinfecção geral de áreas comuns e superfícies de contato frequente.

8. Educação e sinalização

Disponibilizar orientações visuais sobre higiene e boas práticas.

9. Considerações finais

A implementação rigorosa desses protocolos é fundamental para reduzir o risco de contaminação viral em academias, protegendo a saúde dos usuários e profissionais. A educação continuada dos frequentadores e a fiscalização das medidas são essenciais para o sucesso das estratégias de prevenção.

Referências bibliográficas

1. Silva, T. R. et al. Contaminação de Equipamentos de Academias: Uma Revisão. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2023.

2. ANVISA. Nota Técnica 01/2020: Medidas de Prevenção e Controle em Academias.

3. CDC. Considerations for Gyms and Fitness Centers. Centers for Disease Control and Prevention, 2022.

Dr. Edson Carlos Z. Rosa

Cirurgião, Fisiologista e Pesquisador em Ciências Médicas, Cirúrgicas e do Esporte

Diretor do Instituto de Medicina e Fisiologia do Esporte e Exercício (Metaboclinic Institute), Diretor Executivo do Centro Nacional de Ciências Cirúrgicas e Medicina Sistêmica (Cenccimes) / Diretor Executivo da União Brasileira de Médicos-Biocientistas (Unimédica) /  Presidente e Fundador da Ordem Nacional dos Cirurgiões Faciais (ONACIFA), Presidente e Fundador da Sociedade Brasileira de Medicina Humana (SOBRAMEH) e Ordem dos Doutores de Medicina do Brasil - ODMB, Doutor em Ciências Médicas e Cirúrgicas (h.c),

Pós-graduado em Clínica Medica - Medicina interna, Medicina e Fisiologia do Esporte/Exercício, Nutrologia e Nutromedicina, Fisiologia Humana Geral aplicada às Ciências da Saúde.

Escritor e Autor de Diversos Artigos na área de Medicina Geral, Medicina e Endocrinologia do Esporte, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Neurociência e Comportamento Humano.

Fundador-Gestor do e-Comitê Mundial de Médicos do Desporto e Exercício (Official World Group of Sports And Exercise Physicians), Fundador-Gestor Internacional de Cirurgiões Craniomaxilofaciais (The Official World Group of Craniomaxilofaciais Surgeons).

Comentários