A relação seria bidirecional: o estresse estimula o consumo do álcool e o álcool expõe quem o consome a situações estressantes. O estudo submeteu 25 homens saudáveis entre 18 e 32 anos a uma tarefa estressante e outra não. Após cada atividade eles recebiam doses de álcool por via intravenosa, equivalente a dois drinques. A reação variou entre os indivíduos, mas entre os que usavam o álcool como estimulante, o estresse fez com que a bebida agisse como um sedativo. Já entre os que não se sentiam estimulados pela substância, o estresse aumentou a vontade de beber. Em todos os casos, o álcool bloqueou o hormônio cortisol, relacionado ao estresse. \"O álcool diminui a resposta hormonal ao estresse, mas também estende a experiência negativa do evento\", contou Emma Childs, autora do estudo. Diversos especialistas concordaram que usar a bebida como um escape dos problemas é o que torna o estresse perigoso quando relacionado ao álcool, pois aumenta o consumo da bebida e em indivíduos com propensão ao desenvolvimento do vício, gera outros problemas como ansiedade, depressão, além de males físicos como cirrose, entre outros.
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