Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), com a chegada do Outono, o ar tende a ficar mais seco, ocasionando sintomas como espirros, coriza, obstrução nasal, coceiras no nariz, ouvido, garganta, tosse e falta de ar. Dra. Brianna Nicolletti, alergista e imunologista pela USP, explica que existem substâncias alergênicas que desencadeiam crises alérgicas. São: pelos de animais, poeira, condições do ambiente como baixa umidade do ar que, nessa época do ano, podem ocasionar a concentração de substâncias que prejudicam o sistema respiratório.
Para o farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), a consequência mais comum entre os brasileiros é a rinite alérgica. O processo se inicia pelas reações que podem ser desencadeadas por uma crise alérgica, como: coceira, espirros constantes, dificuldades respiratórias e nariz irritado com coriza.
Nesta época do ano, é comum surgirem alergias oculares, “Muitas pessoas manifestam alergias oculares e, nesta época do ano, é comum aparecerem os casos de conjuntivites alérgicas”, conta Dr. Hallim Féres Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
Segundo o médico, o verão costuma ser mais úmido e, por isso, a poeira suspensa no ar gruda nas partículas de água e, com o peso, caem no chão. Por outro lado, com o ar seco do outono inverno, as micropartículas ficam mais tempo em suspensão no ar, facilitando que entrem em contato com nossas mucosas (olhos, nariz e garganta), favorecendo as alergias.
“Com a homeopatia é possível tratar o doente e não a doença. No caso de alergias, é preciso levar em consideração o caso de cada paciente, o nível da alergia, a resposta do corpo aos componentes que serão diluídos na composição, entre outras características que compõem o tratamento homeopático. A ideia é blindar o indivíduo das possíveis causas que o levaram ao processo alérgico”, explica o especialista.
Na homeopatia, o risco de efeitos colaterais é bem menor, o medicamento homeopático vai simular uma doença no organismo, geralmente mais forte que a natural, para que após os sintomas agravados haja a melhora do problema em questão, evitando, assim, que outros quadros alérgicos se iniciem. “É como se ativássemos a memória imunológica do organismo, na homeopatia é importante ainda que o acompanhamento prevaleça, assim como os cuidados com o ambiente em que vive e é frequentado pelo paciente”, alerta o farmacêutico homeopata.
Para finalizar, os especialistas deixam algumas dicas simples, porém essenciais:
A médica indica manter os ambientes arejados e, se possível, recebendo luz solar. Isso afasta mofos e ácaros. Remover objetos que acumulem poeira, como tapetes, cortinas mais pesadas, livros e bichos de pelúcia também evita crise alérgica.
Jamar reforça a importância do descanso, da alimentação balanceada e da prática regular de exercícios físicos que são positivos independente de qualquer tratamento que venha sendo feito.
O oftalmologista Hallim indica o uso de colírios lubrificantes sem conservantes, sempre que houver vontade de coçar os olhos. Se não tiver colírios, pode ser uma compressa com água fria, ou até mesmo lavar o rosto na pia. Se precisar colocar a mão nos olhos, o médico ressalta que é preciso lavá-las muito bem antes. Mãos sujas vão levar mais alérgenos para os olhos e piorar a situação.
“Essas pequenas ações contribuem para que o corpo permaneça forte no combate a qualquer tipo de doença e, consequentemente, responda de uma forma menos rígida para as crises alérgicas. As pessoas acreditam que a resposta ao tratamento homeopático é demorada, mas isso só acontece quando estamos com corpo em desiquilíbrio, quanto menos intoxicado o organismo, mais rápida a resposta ao tratamento, por isso, crianças sempre respondem de forma tão rápida”.
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