SAÚDE

Confortos da modernidade e falta de exercícios aumentam risco de infarto

A atividade física, seja durante o trabalho ou em momentos de lazer, reduz significativamente os riscos de infarto, tanto em países desenvolvidos ou em desenvolvimento

Confortos da modernidade e falta de exercícios aumentam risco de infarto Qualquer atividade física é melhor do que nenhum exercício físico
Crédito: BANCO DE IMAGENS

A atividade física, seja durante o trabalho ou em momentos de lazer, reduz significativamente os riscos de infarto, tanto em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. A novidade, mostrada por uma nova pesquisa internacional, é que, em países emergentes e nos mais pobres, ter carro e TV está associado com um maior risco de desenvolver problemas cardíacos. Embora andar de carro e ficar assistindo TV sejam exemplos comuns da falta de atividade física, o estudo permitiu uma comparação precisa entre estilos de vida, dando suporte ao conceito de "doenças da modernidade", condições médicas geradas pelos estilos de vida associados com o desenvolvimento econômico

. Estudo mundial Os resultados são do estudo Interheart, que avaliou mais de 20 mil pessoas em 262 localidades em 52 países nas Américas, Ásia, Europa, Oriente Médio, África e Oceania. Na América do Sul participaram pessoas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala e México. "Poucos estudos até agora focaram nos diferentes aspectos da atividade física tanto durante o trabalho como nos momentos de lazer em relação ao risco de ataques cardíacos," disse Claes Held, do Hospital Universitário de Uppsala, na Suécia, um dos autores do estudo

. "Os resultados indicam que a atividade física leve ou moderada durante o trabalho ou em qualquer nível durante os períodos de lazer reduzem os riscos de infarto, independentemente de outros fatores de risco tradicionais, em homens e mulheres de todas as idades, na maior parte das regiões do mundo e em países com diferentes rendas per capita", disse. Atividade física leve Os cientistas compararam os hábitos de 10.043 pessoas que tiveram infarto com os de 14.217 outros que não tiveram o problema. Os resultados do estudo levaram em consideração diversos fatores que podem contribuir com aumento nos riscos de desenvolver problemas cardiovasculares, como idade, renda, consumo de álcool e de bebida alcoólica e dieta. Pessoas cujos trabalhos envolvem a realização de atividades físicas leves ou moderadas apresentaram risco de 11% a 22% menor de ter um infarto em comparação com aqueles cujas ocupações são eminentemente sedentárias. Por outro lado, atividade física pesada durante o trabalho não reduz o risco de infarto.

Durante os momentos de lazer, o risco de infarto se mostrou menor para todos os níveis de exercício quando comparados com o sedentarismo, reduzindo de 13% (para atividades físicas leves) a 24% (para atividades moderadas ou intensas). Mexa-se De qualquer forma, qualquer atividade física é melhor do que nenhum exercício físico. Mesmo entre aqueles que se exercitavam nos momentos de lazer muito menos do que o indicado apresentaram menor risco de desenvolver infarto do que os totalmente sedentários. Quando às "modernidades", pessoas que tinham tanto automóvel como televisor em casa apresentaram um risco 27% maior de ter infarto do que aqueles que não possuíam nenhum dos bens. O estudo observou que menos pessoas praticavam atividades físicas em momentos de lazer em países mais pobres do que nos mais ricos."Isso pode ser explicado em parte por diferenças em educação e em outros fatores socioeconômicos ou culturais", disseram os autores. "Manter-se em forma durante a vida é uma das formas mais simples, baratas e eficientes de evitar problemas coronários", concluíram.

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