A lista de produtos feitos a partir do coco não é pequena e inclui alguns itens bem comuns no dia a dia, como coco ralado e leite de coco. Por outro lado, há aqueles que ainda não ganharam fama, mas merecem atenção especial pelo seu valor nutricional. Este é o caso da farinha de coco, alimento obtido da casca e da polpa da fruta. Cheia de fibra Segundo a nutricionista funcional Gabriela Soares Maia, do Rio de Janeiro (RJ), “é possível encontrar aproximadamente 2,5 gramas de fibras a cada 10 gramas do farelo (o equivalente a uma colher de sopa), o que garante à farinha uma série de benefícios”. Um bom exemplo é o fim da constipação intestinal – sim, a conhecida prisão de ventre – já que as fibras favorecem a formação do bolo fecal e estimulam o trânsito na região. A presença desses compostos também é responsável por diminuir a absorção das gorduras consumidas, resultando, assim, na redução das taxas de colesterol – principalmente o LDL, o colesterol “ruim”.
E não para por aí: as fibras alimentares ainda fazem os níveis glicêmicos despencarem e, por isso, auxiliam no controle e na prevenção do diabetes. Se o desejo é enxugar alguns quilinhos a farinha de coco pode ser uma boa aliada na empreitada. “Ela auxilia na perda de peso devido à boa quantidade de fibras, que promovem maior sensação de saciedade”, informa Fernanda Granja, nutricionista clínica especializada em nutrição funcional, nutrição pediátrica e fisiologia do exercício, de São Paulo (SP). Além das poderosas fibras, o farelo contém boas doses de TCM (triglicerídeos de cadeia média), substâncias que não são armazenadas na forma de gordura, fator que “obriga” o organismo a utilizar o depósito acumulado como fonte de energia. “Por isso são muito indicados para atletas ou pessoas que desejam reduzir a gordura corporal”, completa a nutricionista da capital paulista.
Livre de glúten
Presente no trigo, na aveia, na cevada e no malte, o glúten é uma proteína que não pode fazer parte da dieta de quem apresenta doença celíaca, pois causa nessas pessoas uma série de sintomas desagradáveis (diarreia é um deles). A boa notícia é que a farinha de coco não tem esse componente e, portanto, está liberada para entrar no cardápio dos celíacos. “Muitas vezes as receitas de pães e biscoitos não ficam tão saborosas e macias por causa da ausência da farinha de trigo.
A farinha de coco é uma alternativa para melhorar essas características”, comenta a nutricionista do Rio de Janeiro. Fruta x farinha De acordo com Eliane Tagliari, nutricionista funcional, fitoterapeuta e diretora da clínica Nutribioforma, de Curitiba (PR), deve-se consumir tanto o coco in natura quanto sua farinha, já que ambos oferecem benefícios. A fruta, vale citar, tem maior quantidade de gorduras de cadeia média (consideradas boas), menor teor de fibras e várias vitaminas e minerais. Por outro lado, a farinha tem pouca gordura e é uma excelente fonte de fibras. “O farelo é mais versátil, podendo ser utilizado em diversos pratos.
E seu prazo de validade é maior”, observa Gabriela. Segundo ela, ingerir uma colher de sopa por dia já é o suficiente para beneficiar a saúde. Se não imagina como aproveitar o alimento, anote aí: ele pode ser consumido com fruta e iogurte, batido com um suco ou incorporado a receitas de pães e bolos, molhos de salada e granola. “Além de ser saudável, dá um sabor especial às preparações”, garante a nutricionista. Quer experimentar? Pelo menos duas opções de marca são vendidas em lojas de produtos naturais e alguns mercados.

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