Preocupação com o peso, com a saúde e com a alimentação. Mais do que modismo, a adoção de um estilo de vidasaudável atualmente está na pauta de praticamente todos aqueles que querem viver mais e melhor. A busca por qualidade de vida fez explodir o consumo de água em todo o planeta. Não por acaso. Ela é fundamental para que funções vitais do corpo, como digestão, circulação e absorção, ocorram sem complicações; para manter a pele mais jovem; e para não deixar que quem pratica um esporte “quebre” no meio do jogo ou da competição. De alguns anos para cá passou-se a valorizar o líquido. Para que se tenha uma ideia, só no Brasil o consumo de água engarrafada triplicou nos últimos 10 anos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam).
O mercado vem se sofisticando tanto que já é possível encontrar no supermercado águas com sabor e até funcionais, repletas de vitaminas e fibras. E mais, não é raro encontrar na Europa restaurantes que oferecem carta de águas, como já acontece com o vinho, prova de que as pessoas passaram a se dar conta de que é possível apreciá-la e degustá-la tanto quanto se faz com a bebida extraída da uva. Você provavelmente deve estar se perguntando: degustá-la? Engana-se quem pensa que toda água é igual. Ela pode chegar à sua casa pela torneira depois de passar por estações de tratamento nas quais recebe cloro e flúor para matar os germes e ser embalada direto da fonte, recebendo a denominação mineral, podendo em alguns casos ser acrescida de sais minerais artificialmente. As águas minerais também não são equivalentes. A mineral é extraída de fontes naturais ou de depósitos subterrâneos. Ao longo do caminho percorrido por ela durante, muitas vezes, milhares de anos, a água vai absorvendo de rochas e do solo por onde passa uma série de sais minerais, metais e até radioatividade, que conferem a ela uma identidade, quase como uma impressão digital.
Cada uma tem uma quantidade e uma variedade de sais que as tornam únicas. É por isso que se pode aprender a degustá-las. Cada qual tem um sabor e um odor diferentes. A percepção dos sabores varia de pessoa a pessoa, porque geralmente as diferenças de concentração de sais entre duas águas diferentes são pequenas, fazendo com que só alguém treinado seja capaz de percebê-las. Qualquer um é capaz de aprender, tanto que já existem cursos que ensinam a apreciar e aproveitar o que as águas têm de melhor. Mas não é só. Os sais e elementos presentes nas águas conferem a elas propriedades medicamentosas. Confira, a seguir, os tipos mais conhecidos e recomendados. Magnesiana: contém ao menos 0,030 g de magnésio por litro. Ajuda no funcionamento do estômago e do intestino, pois é laxante. Quando ingerida em excesso pode provocar diarreia. O magnésio confere à água um sensação adstringente. Sulfurosa: contém pelo menos 0,001 g de enxofre por litro.
Indicada para problemas articulares, doenças na pele e, principalmente, para tratar problemas do aparelho respiratório. Ao ser inalada, melhora laringites, bronquites e sinusites. Ferruginosa: possui ao menos 0,005 g de ferro por litro. O gosto “metálico” desaparece cerca de três dias depois de ela ter sido engarrafada, ou seja, para sentir o seu sabor deve-se ir direto à fonte. Ajuda a combater a anemia e estimula o apetite. Alcalino-bicarbonatada: contém pelo menos 0,2 g de bicarbonato de sódio por litro. É digestiva e diurética, podendo ser usada como uma espécie de sal de frutas. Tem um gosto ligeiramente salgado. Alcalino-terrosa cálcica: apresenta no mínimo 0,0048 g de cálcio por litro. Pode ser tomada como uma espécie de remédio, para ajudar a repor deficiências do nutriente no corpo.
O cálcio deixa a água com um sabor levemente doce. Oligomineral: tem baixo teor de sais minerais e vários minerais na composição, entre eles o flúor, o alumínio e o lítio. As fluoretadas, por exemplo, ajudam na prevenção das cáries e também na calcificação óssea, sendo usada como coadjuvante no tratamento da osteoporose. Sulfatada: possui pelo menos 0,1 g de sulfato por litro (que pode estar combinado com sódio, potássio ou magnésio). Tem propriedades laxantes. Radioativa: contém radônio, um material radioativo, mas não faz mal à saúde. É diurética e alivia cólicas estomacais e intestinais. Carbogasosa ou carbônica: contém gás carbônico da fonte. É a água com gás natural. É tida como depurativa dos rins e ajuda a dissolver pedras nos rins. Tem sabor ligeiramente ácido

Comentários