Na nossa rotina diária, convivemos com comportamentos bastante interessantes quanto à ingestão de alimentos. Descrevendo alguns deles: - Aquele indivíduo que passa várias horas do dia sem consumir alimento algum e ao chegar em casa, come com o objetivo feroz de "matar" aquela sensação de fome que o atormentava. - Outro comportamento é o de consumir pequenas quantidades de alimento ao longo do dia, abolindo as refeições principais. Evidentemente, existem os comportamentos intermediários entre esses dois acima descritos. Cientificamente, esses comportamentos são objetos de estudos e algumas respostas já são bem descritas.
O fato de realizar poucas refeições (ou, muitas vezes, apenas uma) impõe ao nosso corpo, uma adaptação de manutenção das funções fisiológicas com a energia de reserva. Ao contrário do que se supõem, parte desta energia vem das proteínas do nosso corpo. Existem algumas limitações fisiológicas e bioquímicas que impedem nosso organismo de produzir glicose a partir de lipídeos (gordura). A glicose é importante em nosso organismo, pois é a fonte de energia para o nosso cérebro. Assim, a cada vez que ficamos horas sem nos alimentar, estamos perdendo um pouco de músculo, proteínas do sangue e de outras regiões do corpo, bem como comprometendo a capacidade funcional do cérebro pela redução da glicemia.
Assim, quando finalmente consumimos alimento, após o jejum, estocamos grande parte da energia na forma de glicose nos músculos e no fígado, caso este alimento seja rico em carboidratos (pães, cereais, massas). Porém, o mais interessante é que, ao ficarmos muito tempo sem ingerir alimentos, normalmente, optamos pelos mais gordurosos, porque apresentam aroma e sabor mais definidos e atraentes. A gordura, por sua vez, fica estocada em nosso corpo, embaixo da pele (gordura subcutânea – aquela que todos odeiam quando o verão se aproxima e ela insiste em saltar para fora da sunga ou biquíni) e outro tipo, mais perigoso ao nosso organismo, a gordura intra-abdominal. Esta pode ter um comprometimento estético menor, porém é determinante de grandes complicações das funções fisiológicas, como a hipertensão arterial, diabetes tipo 2, hipercolesterolemia, entre outras. Quando então, por qualquer motivo, somos obrigados a ficar em jejum, alguns cuidados alimentares simples devem ser tomados:
1) consuma um alimento antes da refeição principal (pães, barras de cereais); isto impedirá o consumo compulsivo durante a mesma;
2) consuma alimentos lentamente, permitindo ao organismo a transferência de parte dos nutrientes desses alimentos, para a circulação sangüínea. Outro ponto bastante relevante: evite realizar compras de alimentos quando estiver em jejum, pois, neste estado, você seleciona alimentos mais gordurosos e em maior quantidade. Consuma alimentos freqüentemente e em pequenas quantidades, porque a fome é um sinal tardio.

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