SAÚDE

Melanoma: a pele também merece cuidados no inverno

Apesar de ser menos comum, a doença é considerada o tipo de câncer de pele mais perigoso

 Melanoma: a pele também merece cuidados no inverno A exposição solar com queimaduras e até mesmo, defeitos genéticos podem estar associados ao seu surgimento.
Crédito: BANCO DE IMAGENS
Com a proximidade do inverno as pessoas podem esquecer a importância de se proteger do sol e cuidar da pele, mas saiba que devemos ter essa preocupação durante o ano todo. É um erro imaginar que os raios ultravioletas não prejudicarão a nossa pele no frio. Não proteger a pele é um hábito que exige atenção, pois pode propiciar o surgimento de uma doença chamada melanoma – considerado o tipo câncer de pele mais grave.

A doença acontece a partir da proliferação desordenada das células que dão cor a nossa pele, gerando as lesões cancerosas. A exposição solar com queimaduras e até mesmo, defeitos genéticos podem estar associados ao seu surgimento. “As lesões geralmente têm cores variadas, como preto, castanho e azulado, até mesmo tonalidades da cor da pele, bordas irregulares e tamanho maior do que 0,5 cm”, explica o dermatologista da Cia. da Consulta, Felipe Emanuel. 

O diagnóstico precoce pode evitar complicações e a disseminação da doença para outros órgãos, como a própria pele, os pulmões, os ossos ou o cérebro. “As chances de cura são próximas de 90% caso o melanoma seja diagnosticado precocemente”, ressalta o Dr. Felipe.

De acordo com o médico, estudos mostram que a utilização de proteção solar pode prevenir entre 50 a 80% dos cânceres de pele – dentre eles o melanoma. Por isso, é importante evitar a exposição solar em horários de pico, entre 10 e 16 horas; priorizar roupas com fator de proteção; utilizar chapéus e por fim, fazer uso do protetor solar.

O verão não é a única época do ano que exige atenção, pois ambientes com água e neve refletem a radiação potencializando possíveis queimaduras – inclusive no inverno. Altitudes elevadas, como cordilheiras e ambientes montanhosos também apresentam maior incidência de raios solares. Mesmo em tempo nublado, eventualmente podemos ter queimaduras solares.
Para escolher o melhor filtro solar, o Dr. Felipe Emanuel dá uma dica valiosa. “Avalie os rótulos e procure proteção não só para os raios UVB, representado pela sigla FPS e mais relacionado à prevenção do câncer de pele, mas também proteção para os raios UVA, representado geralmente pela sigla PPD ou UVA - que está mais relacionada ao fotoenvelhecimento”, indica. 

Além de escolher produtos que se adaptem melhor à oleosidade e características de cada pele, o ideal é que o FPS seja maior ou igual a 30. “Não quer dizer que filtros solares 15 não funcionem, mas sim que existe uma aplicação deficiente na maioria dos casos”, ressalta o dermatologista. Para não errar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) indica uma colher de chá para cabeça, rosto e pescoço, uma para cada braço, duas para dorso alto e região do tórax e duas para cada perna.

Para manter a saúde em dia, não deixe de visitar o dermatologista e realizar os exames de rotina. Somente uma avaliação clínica é capaz de identificar possíveis alterações na pele com antecedência, sejam elas um câncer de pele ou outros problemas dermatológicos mais simples. A pele é o maior órgão do corpo e a nossa primeira barreira contra influência externas, por isso não deixe de reservar um tempo do seu dia para cuidar dela.

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