ALIMENTAÇÃO & NUTRIÇÃO

Comer sem culpa, resolve?

Diversas pessoas acreditam que a ingestão de alimentos de forma despreocupada impede que este seja incorporado como gordura no organismo ou produza grandes transtornos

Comer sem culpa, resolve? Consumir alimentos menos adequados nutricionalmente por possuírem um sabor ímpar deve enfatizar esta característica
Crédito: BANCO DE IMAGENS

Mais uma vez encontrei uma pessoa que diz: “como o que gosto sem me preocupar, por isso não engordo”. Esta afirmação, muitas vezes cercada de tantas convicções, revela um comportamento inconseqüente que em curto prazo não trará conseqüências graves, porém mais a frente ser bastante cruel. Diversas pessoas acreditam que a ingestão de alimentos de forma despreocupada impede que este seja incorporado como gordura no organismo ou produza grandes transtornos. Contrário a proposta dos governos e das sociedades mundiais voltadas a educação alimentar, esta atitude que se inicia na adolescência e para algumas pessoas se estende até a idade adulta pode ter como conseqüência a obesidade e suas doenças correlatas. Além é claro das deficiências pontuais de nutrientes que podem culminar em osteoporose, anemia etc. Evidentemente não estamos aqui fazendo apologia de um comportamento neurótico, onde se busca pequenas imperfeições em qualquer preparação de alimento.

O fato é que ao longo de nossas vidas aprendemos a escovar os dentes, tomar banho, trocar de roupa, etc.. Estes comportamentos fazem parte de uma conduta fundamental para preservar nossa saúde. Pelas modificações nas preparações de alimentos, desenvolvimento da indústria de alimentos e rotinas que deixam em segundo plano a ingestão alimentar, se faz necessária uma conduta educada com relação aos alimentos. Em vários países do mundo estão sendo desenvolvidas legislações que obriguem as indústrias de alimentos, a informar ao consumidor as características nutricionais de seus produtos. Com isso, os consumidores podem posicionar o alimento de acordo com sua necessidade diária de nutrientes. Estas orientações não devem servir para transformar a ingestão alimentar em algo neurótico esquecendo o prazer do aroma e sabor que envolve este ritual. Entretanto, a opção por algo mais adequado, destinado a preservação da saúde deve ser encarada como uma aplicação financeira a médio e longo prazo.

Consumir alimentos menos adequados nutricionalmente por possuírem um sabor ímpar deve enfatizar esta característica. Por exemplo, se a idéia é consumir um chocolate, consuma aquele que você mais gosta e não qualquer um. Outro fato importante é que ninguém engorda ou emagrece por consumir um alimento e sim por uma rotina alimentar equivocada. Com base nestes fatos faça um consumo alimentar mais educado nutricionalmente, fundamentado nas necessidades diárias de nutrientes e não esquecendo o sabor e o aroma dos mesmos. Porém não imagine que não se preocupar com o que ingere garante imunidade pelo contrário pode trazer diversos transtornos. Bom apetite!

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