Devemos obedecer às recomendações da vovó de não comer entre as refeições, ou pequenos lanches podem representar uma boa alternativa? Para podermos responder esta questão alguns itens são importantes: o primeiro deles é que nosso organismo precisa manter uma concentração razoável de glicose sangüínea. Quando ficamos períodos superiores a quatro horas sem ingerir alimentos, teremos como conseqüência a redução da glicemia e os primeiros sinais de fome. Evidentemente possuímos formas de regularizar esta glicemia pela atividade do nosso fígado, porém este fato representa uma mudança neste estado de equilíbrio. Seria como se tivéssemos um carro movido a gás. No meio da viagem descobrimos que o gás está acabando e não existe posto nas proximidades.
Podemos então lançar mão da gasolina que está no tanque: consumimos as reservas hepáticas de glicogênio (carboidrato formado por várias moléculas de glicose armazenadas no fígado). Porém se esta manobra for mantida por muitas horas teremos que utilizar parte da proteína existente nos tecidos do organismo (músculos, fígado etc.) para a síntese de glicose. Isto quer dizer, estaremos destruindo algumas estruturas importantes para manter a concentração de glicose sangüínea. Ao analisarmos a nossa rotina profissional veremos que os intervalos entre as refeições quase sempre superam períodos de seis horas.
Assim a cada intervalo desta natureza o melhor é inserir pequenos lanches, evitando então grandes intervalos de jejum. Podemos utilizar alimentos de fácil transporte como frutas, torradas e barras de cereais que contribuirão para manter a concentração de glicose neste intervalo. Chegar para uma refeição principal (café da manhã, almoço e jantar) sem muita fome é a melhor estratégia para mantermos o poder de escolha dos alimentos, evitando assim a sedução que o aroma, aparência e sabor dos alimentos possam ter na seleção dos mesmos. Várias refeições ao longo do dia são mais saudáveis e indicadas como estratégia para o combate e prevenção a uma série de doenças. Cabe aqui um alerta: não adicione mais refeições a sua rotina alimentar sem reduzir o volume de alimentos nas refeições principais. O melhor é redistribuir os alimentos consumidos em número maior de refeições.

Comentários