Como é de domínio público, um dos maiores, se não o maior, problema de saúde pública dos Estados Unidos é o grande consumo de alimentos ricos em gordura. Este problema que começa a afetar os países do mundo indistintamente. Como estratégia para solucionar este impasse, uma grande empresa investiu milhões de dólares no desenvolvimento de uma gordura que nosso organismo não absorvesse.
Os resultados culminaram com a olestra, uma forma de lipídeo, que pela sua característica molecular, permite a preparação de algumas frituras e após o consumo é eliminada pelas fezes.
Pode parecer fantástico, pois teríamos ai a solução para aquela batata frita etc. o fato é que os estudos preliminares demonstraram que a olestra ao ser consumido em grande quantidade provocava cólica intestinal seguida de diarréia. Esta situação fez com que o governo Norte Americano, através de sua agência de controle de alimentos (FDA), obrigasse o fabricante a estampar no painel principal do rótulo do produto as conseqüências acima descritas.
O investimento para o desenvolvimento desta gordura foi imenso. A expectativa de venda de produtos utilizando a olestra girava em torno de cinco bilhões dólares/ano (segundo informações publicadas no USA-Today). O resultado até o momento é de uma venda de 200 milhões de dólares. Uma das hipóteses dos fabricantes para tamanha divergência de expectativa é a imposição das sanções do governo americano para as informações de rotulagem dos produtos.
Fato é que a olestra (nome comercial Olean) veio para o mercado como os adoçantes vieram em substituição ao açúcar e consumir estes produtos pode representar um prazer enorme aos adeptos das frituras. Um ponto, porém deve ser salientado independente dos interesses comerciais que envolvam a utilização destes produtos, devemos ter sempre o desenvolvimento paralelo de medidas educacionais na orientação da ingestão de alimentos.
Isto significa que não basta utilizar uma gordura modificada para não engordarmos, precisamos aprender a ingerir a gordura e qualquer outro nutriente, corretamente. As empresas responsáveis por estes produtos deveriam investir paralelamente ao marketing e desenvolvimento dos produtos, medidas que orientassem os consumidores a escolher os alimentos corretamente. Um consumidor bem informado sabe que pode consumir de tudo desde que equilibradamente, inclusive a olestra.

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