ALIMENTAÇÃO & NUTRIÇÃO

Os alimentos transgênicos

Assistimos diariamente uma briga travada entre entidades de preservação ambiental e empresas produtoras de alimentos sobre transgênicos (alimentos modificados geneticamente).

Os alimentos transgênicos Nosso organismo tem uma necessidade de proteína diária
Crédito: BANCO DE IMAGENS

Assistimos diariamente uma briga travada entre entidades de preservação ambiental e empresas produtoras de alimentos sobre transgênicos (alimentos modificados geneticamente). 


Esta discussão acontece, pois, de um lado os produtores garantem que não existem efeitos colaterais e de outros os ambientalistas defendem a falta de informações a respeito desses “novos” alimentos sobre o organismo humano. De fato o que se tem é que ao produzir alimentos com modificações genéticas, por menor que ela possa ser, teremos como resultado um novo alimento. E por que isso?

Porque este alimento ao ser modificado por qualquer motivo terá como resultado diferentes combinações de nutrientes. Estes por sua vez repercutirão de forma alterada em relação ao seu alimento precursor. Como exemplo, podemos citar um cereal modificado para apresentar maior teor de proteína. Por conta disso ele terá maior concentração de aminoácidos. Esta ocorrência pode resultar em resposta alérgica á algumas pessoas mais sensíveis.

O outro lado deste alimento modificado. Nosso organismo tem uma necessidade de proteína diária. Ao calcular a necessidade de alimento para atender as necessidades de proteína, teremos menor quantidade de cereal necessário para este fim. Isto quer dizer menor demanda de alimento per capita. Ao considerarmos os países pobres este tipo de alimento é uma boa estratégia para combater a desnutrição. Porém representa uma atitude experimental na medida em que não temos informações que respaldem a ingestão deste alimento sem risco, por um período prolongado.

Os estudos dos alimentos transgênicos devem então focar a composição nutricional comparada com seu análogo, assim como o impacto deste novo alimento sobre o organismo. Do mesmo modo como algumas pessoas, ao consumirem camarão, respondem intensamente de forma alérgica a este alimento, o efeito dos transgênicos pode agir da mesma forma. Temos então nestes alimentos modificados novos alimentos com a “cara” dos velhos, entretanto, com diferente composição, efeito sobre o organismo e recomendação de consumo.

Cabe às empresas que possuem interesse em comercializar estes itens, investirem em pesquisa junto as Universidades nacionais de forma isenta. Aos consumidores cabe o acompanhamento de perto dos resultados destes estudos. Enquanto isso a legislação deve assegurar ao consumidor a informação de quais produtos contém alimentos transgênicos e sua segurança no consumo quando isto for comprovado.

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