SAÚDE

Câncer não é sinônimo de fim

O dia 27 de novembro é marcado pelo Dia Nacional de Combate ao Câncer e o IBCC relata casos de superação de pacientes que encararam a doença como um desafio bem-sucedido em suas vidas.

Câncer não é sinônimo de fim

Sabe-se que com o envelhecimento da população mundial, surgem cada vez mais pessoas com câncer a cada ano. De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer – quanto maior a proporção de pessoas idosas, maior é a taxa de incidência do câncer, principalmente os cânceres associados ao envelhecimento, como mama e próstata. Estima-se que neste ano de 2016 sejam registrados quase 600.000 novos casos de câncer.

Devido a evolução da medicina, a eficiência dos tratamentos, o acesso aos exames e ações de campanhas de prevenção e sensibilização, é possível dizer que o temido câncer não é o fim da vida. A Organização

Mundial de Saúde (OMS) estima que um terço de todos os tipos de câncer tenha cura, se detectado precocemente e tratado de forma adequada.

De acordo com a psicóloga do hospital IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer), Anna Gonçalves, ninguém está preparado para receber a notícia de que está com câncer, mas a forma como cada um irá encarar a doença é que será determinante para o resultado do tratamento.

O IBCC carrega consigo histórias emocionantes de vitórias e conquistas, de pacientes que enfrentaram e superaram a doença de forma positiva. É o caso da Eliane Pacheco, de 52 anos, que teve câncer de mama e terminou o tratamento em 2015. Quando descobriu o câncer a primeira coisa que Eliane pensou foi em sua família. “Não tive medo de morrer. Fiquei forte, precisava ser forte, pois minha família e amigos não podiam ficar abalados, eles precisavam de mim”, relatou a assistente de crédito e cobrança. Nem a queda de cabelo a fez perder a fé a esperança. “Rezei e pedi desapego aos meus cabelos, quando minha amiga raspou tudo me achei a mulher mais linda. Me adorei ver daquele jeito. Adorava usar brincos grandes e lenços”, contou Eliane Pacheco. Ela ainda afirmou que se considera curada, e não vê o câncer como uma sentença de morte, mas sim, como uma situação que precisava vivenciar.

Com Valéria Souza não foi diferente, o impacto de receber o diagnóstico de câncer de mama não fez a dona de casa acreditar que aquele era o fim. “Não posso negar que no primeiro instante pensei na morte, somos leigos no assunto, e sempre ouvimos que essa era uma doença incurável. Mas depois de refletir e ser bem informada pelos médicos, percebi que eu estava apenas entrando num novo desafio em minha vida”, comentou Valéria, 47 anos. Após iniciar o tratamento Valéria Souza encarou tudo com muito mais leveza. Sempre com o apoio da família, ela conta que sua autoestima sempre esteve elevada. “Acredito que o que me ajudou muito é ter unido a autoestima a um bom tratamento e acompanhamento, essa foi a base de um resultado feliz. Tenho sorte de ter tido tudo isso ao longo dessa jornada”, emocionada relatou a dona de casa.

“Para muita gente, o desafio de enfrentar o diagnóstico de câncer vai além de traçar estratégias de tratamento. Significa enfrentar medos nunca sentidos, ver o controle sobre a vida e o próprio destino escorregar por entre os dedos. O câncer não espera. Sempre dou algumas dicas aos pacientes”, informa a psicóloga do IBCC.

Dicas:

• Não tenha medo da informação
• Se apoie nas pessoas que você ama
• E também nos companheiros de luta
• Esqueça as estatísticas
• Não pare sua vida por causa da doença
• Some tratamentos para corpo e mente
• Quando tudo passar, tire disso uma lição de vida

O IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer incentiva as campanhas de prevenção e conscientização de combate ao câncer, reforçando que para prevenir a doença deve-se buscar ter uma qualidade de vida saudável, a base de exercícios físicos e alimentação regrada, realizar exames anualmente e sempre manter-se alerta a qualquer alteração no corpo, em caso de qualquer dúvida, busque sempre orientação médica.

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