Aproximadamente 15% da população paulistana com mais de 40 anos sofre de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), patologia que possui como características a falta de ar, a tosse, o cansaço aos esforços e a insuficiência respiratória. Segundo a Organização Mundial de Saúde, é a quarta causa de óbito no mundo, atrás apenas do infarto do miocárdio, câncer e doença cerebrovascular. As projeções da OMS mostram que será a terceira causa de morte no mundo até 2030. No Brasil, a doença mata cerca de 40 mil pessoas por ano. Os custos da DPOC chegam a R$ 100 milhões anuais para os cofres públicos - cerca de 70% dos pacientes dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para a realização do tratamento, conforme o relatório do Fórum DPOC e Saúde Pública: Atendendo as necessidades dos pacientes, organizado pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Causada pelo cigarro em 90% dos casos, além da análise clínica, é preciso diagnosticar com a realização da espirometria, teste que mede a função pulmonar. Cerca de seis milhões de pessoas no Brasil são portadores desta doença, no entanto, até 88% deles não recebem a confirmação da patologia, muitas vezes por falta de espirômetro disponível nos serviços de saúde. “O acesso ao teste ainda é defasado, o que resulta em uma demanda reprimida muito alta. É preciso ampliar a disponibilidade, aumentando as chances de diagnóstico precoce”, destaca Dr. Oliver Nascimento, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia. Não há cura para a DPOC, entretanto, a cessação ao tabagismo e o diagnóstico precoce são imprescindíveis para um tratamento bem sucedido e a redução dos altos custos da doença. Mesmo com a alta incidência, existem poucos centros de referência especializados; poucos deles distribuem medicamentos ou avaliam o desempenho dos pacientes. Também faltam profissionais capacitados para diagnosticar corretamente. Isso atrasa o encaminhamento dos portadores da doença ao pneumologista para a confirmação diagnóstica e orientação terapêutica, retardando a detecção da doença e acarretando em um impacto econômico duplo: para o paciente e para o governo. Mutirão do DPOC Em comemoração ao Dia Mundial de DPOC, a SPPT promove, em 19 de novembro de 2014, na Estação Brás da linha vermelha do metrô, em São Paulo, das 9h às 16h, uma prestação de serviços para difundir e conscientizar a população. Em uma tenda, os pneumologistas realizarão espirometria em pessoas com risco de desenvolver a DPOC, detectado por meio de aplicação de questionário.
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