No dia 29 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo. Todo ano, cerca de 15 milhões de pessoas falecem em consequência de problemas no coração, número equivalente a 30% do total anual de óbitos. Em pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2013, a expectativa de vida no Brasil aumentou 17,9% entre 1980 e 2013, passando de 62,7 para 73,9 anos. Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o crescimento foi possível em razão das medidas de combate à desnutrição, ampliação do acesso a vacinas e medicamentos e ao enfrentamento de doenças crônico-degenerativas. As doenças crônicas estão entre os principais problemas decorrentes do aumento da longevidade.
As mais comuns são a hipertensão e a aterosclerose (colesterol alto) e as que mais matam são o infarto agudo no miocárdio, doença vascular periférica, acidente vascular cerebral (AVC) e morte súbita. A má alimentação, sedentarismo, tabagismo e predisposição genética são os principais fatores que levam às doenças cardiovasculares. Por ser muito frequente em pessoas com mais de 50 anos, há a necessidade de acompanhamento médico. Um fator agravante muito importante é o tabagismo. “Não adianta fumar menos ou somente alguns cigarros por dia, ou mesmo deixar para fumar só entre amigos em um bar. Existem mais de quatro mil substâncias tóxicas encontradas no cigarro e a nicotina é só uma delas. As grandes vilãs são outras moléculas, como as do grupo dos benzopirenos.
Uma vez que o paciente inala essa fumaça, os benzopirenos e outros componentes nocivos vão direto para a parede dos vasos, aniquilando o óxido nítrico (a substância que dilata as artérias) e estimulando a produção de adrenalina, que faz o inverso e ainda acelera os batimentos cardíacos. Esses elementos ainda oxidam o colesterol, que passa a se depositar com maior facilidade nas artérias, formando placas”, explica Dr. Otavio Gebara, cardiologista e diretor clínico do Hospital Santa Paula.
Prevenção De acordo com Dr. Gebara, a partir de 50 anos é indicado que o paciente tenha pelo menos uma consulta médica por ano, pois com a idade aumentam as chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A prevenção ainda é a melhor solução. Praticar exercícios físicos com regularidade, ter uma alimentação saudável - dando preferência a carnes brancas, grelhadas ou assadas; evitar fritura, comer mais frutas e vegetais, beber água regularmente, evitar o estresse, checar a pressão arterial com frequência e sempre medir o colesterol são atitudes fundamentais para manter um estilo de vida benéfico. Uma pesquisa feita este ano por cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, revelou que o maior fator de risco para o aparecimento de doenças cardíacas em mulheres acima de 30 anos é a falta de exercício. A boa notícia é que dados recentes do Ministério da Saúde apontam um aumento no número de brasileiros que incorporou exercícios físicos à rotina.
Entre 2009 e 2013, segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), cresceu a proporção de pessoas que realizam atividade física no período de lazer de 30,3% para 33,8%. Os homens são os mais ativos: 41,2% praticam exercícios no tempo livre, enquanto que, em 2009, o índice era de 39,7%. Entretanto, o aumento da prática de exercícios entre as mulheres foi maior, passando de 22,2% para 27,4% no mesmo período. Ainda assim, mais da metade da população (50,8%) está acima do peso ideal. Destes, 17,5% são considerados obesos

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