ALIMENTAÇÃO & NUTRIÇÃO

Suplementação Infantil: O que é que tem na lancheira do neném? Parte I

Incluir suplementos alimentares na lancheira escolar das crianças é a ideia que acaba de ser lançada pela SuplementAção. Scoops de whey poderiam somar a refeição já habitual da criança, contribuindo nutritivamente no desenvolvimento infantil e auxiliando os pais na escolha e no preparo desse lanche enviado à escola. As próprias instituições educacionais poderiam oferecer shakes de suplementos e barras de cereal aos alunos. Comer realmente é o melhor para poder crescer. Quando as opções são feitas por complementos saudáveis e nutritivos essa afirmação se faz ainda mais verdadeira.

Suplementação Infantil: O que é que tem na lancheira do neném? Parte I Comer realmente é o melhor para poder crescer.
Crédito: REVISTA SUPLEMENTAÇÃO
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um aumento importante no número de crianças acima do peso. Os dados apontam que em 2009, uma em cada três crianças de cinco a nove anos estavam acima do peso. Por outro lado, o déficit de altura, - importante indicador de desnutrição infantil, analisado no período de 2008 a 2009, apresentou uma queda substancial quando comparado aos valores encontrados no período de 1974 a 1975. O número de meninos acima do peso mais que dobrou entre 1989 e 2009, passando de 15% para 34,8%, respectivamente. Já o número de obesos teve um aumento de mais de 300% nesse mesmo grupo etário, indo de 4,1% em 1989 para 16,6% em 2008-2009. Entre as meninas, esta variação foi ainda maior, 11,9% para 32% (IBGE, 2010). Com o aumento de casos de obesidade infantil, as complicações associadas tornam-se mais comuns e podem levar às enfermidades metabólicas, cardiovasculares, pulmonares, traumatológicas, psicológicas e algumas formas de câncer que irão se agravar na fase adulta. Um indivíduo deve ser criterioso no momento da escolha dos alimentos ideais para compor uma refeição saudável. A pediatra Dra. Virgínia Resende Silva Weffort, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda os intervalos corretos de cada refeição e qual seria o consumo diário ideal, de alimentos. “Devemos ter de 5 a 6 refeições por dia, ou seja, comer de 3 em 3 horas, divididas em desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia”, diz. Esta é uma das funções do suplemento alimentar, facilitar a alimentação no intervalo das principais refeições. Além da obesidade, outra preocupação está relacionada ao desempenho escolar, que pode ser afetado negativamente pela ingestão de alimentos de alto valor energético e pouco valor nutricional. “Observa-se nas escolas alto consumo de alimentos ricos em carboidratos e gordura. O consumo de proteínas nas primeiras refeições do dia, decorrente principalmente de hábitos alimentares estabelecidos, é menor”, analisa a nutricionista da Probiótica, Érica Zago. COMPLEMENTO: SUPLEMENTAÇÃO Diante das mudanças no processo nutricional da população, no padrão alimentar e de seus reflexos na população infantil, diversos países têm desenvolvido programas de educação nutricional que beneficiam, principalmente, crianças e adolescentes, estimulando um estilo de vida saudável, com ênfase na formação de hábitos alimentares adequados e na prática de atividade física, sendo assim uma estratégia capaz de promover melhoras nos conhecimentos nutricionais, nas atitudes e no comportamento alimentar, influenciando também os hábitos alimentares da família. O ambiente familiar, por outro lado, constitui-se em um amplo campo de aprendizagem, fundamental no processo de formação dos bons hábitos e da cultura alimentar. As redes sociais, as condições socioeconômicas e culturais, podem influenciar no processo de construção dos hábitos alimentares da criança e, consequentemente, do indivíduo adulto. Segundo o Manual da Lancheira Saudável, o contexto desafiador da educação nutricional exige o desenvolvimento de abordagens educativas que permitam abraçar os problemas alimentares, por meio de estratégias que superem a transmissão de informações e enfatizem o papel l dos pais, educadores e profissionais de saúde na formação de bons hábitos alimentares. O melhor para poder crescer! Seguem algumas das diretrizes gerais para a alimentação do escolar publicadas no Manual da Lancheira Saudável, do Departamento Científico de Nutrologia, da Sociedade Brasileira de Pediatria: 1. Ingestão de nutrientes para prover energia e nutrientes em quantidade e qualidade adequadas ao crescimento, ao desenvolvimento e à pratica de atividades físicas; 2. Alimentação variada, que inclua todos os grupos alimentares, conforme preconizado na pirâmide alimentar, evitando-se o consumo de refrigerantes, balas e outras guloseimas; 3. Priorizar o consumo de carboidratos complexos em detrimento dos simples (inferior a 25% do valor energético total); 4. Consumo diário e variado de frutas, verduras e legumes (>5 porções por dia); 5.Consumo restrito de gorduras saturadas; 6. Estimular o consumo de peixes duas vezes por semana (200g por semana); 7. Controle da ingestão de sal (<6g por dia); 8. Consumo apropriado de cálcio para formação de adequada massa óssea e prevenção da osteoporose; 9. Orientar o escolar e a família sobre a importância de ler e interpretar os rótulos dos alimentos industrializados; 10. Controlar o ganho excessivo de peso pela adequação da ingestão de alimentos ao gasto energético e pelo desenvolvimento de atividade física regular; 11. Evitar a substituição de refeições por lanches mais calóricos, ricos em gorduras, sal e açúcar e menor teor de micronutrientes; 12. Estimular a prática de atividade física; 13. Reduzir o tempo gasto com atividades sedentárias (televisão, videogames e computador) para no máximo de 2 horas por dia; Pra que serve o lanche? Ele serve para equilibrar o restante das refeições. “É uma oportunidade de introduzirmos alimentos que nem sempre são possíveis de incluir em outras refeições. Por exemplo, se a criança não comeu fruta no almoço o lanche da tarde ou o lanche escolar é uma ótima oportunidade”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Segundo ele, o lanche deve contemplar 15% das necessidades de nutriente diário. “O lanche faz parte do nosso dia a dia e deve unir características como praticidade, ser saudável e aceitável pela criança”, complementa Fisberg. Segundo o Manual da Lancheira Saudável, da Sociedade Brasileira de Pediatria, o consumo diário de alimentos deve ser: Carboidratos: 5 porções Verduras e legumes (hortaliças): 3 porções Frutas: 3 porções Leite e derivados: 3 porções Carnes e ovos: 2 porções Leguminosas: 1 porção Óleos: 1 porção Açúcares e doces: 1 porção Quantidade de alimentos que corresponde a uma porção: Carboidratos 2 colheres de sopa de: aipim cozido ou macaxeira ou mandioca (48g) ou arroz branco cozido (62g) ou aveia em flocos (18g) 1 unidade de batata cozida (88g) 1/2 unidade de pão tipo francês (25g) 3 unidades de biscoito de leite ou tipo “cream craker” (16g) 4 unidades de biscoito tipo “maria” ou “maisena” (20g) Frutas 1/2 unidade de banana nanica (43g) ou caqui (50g) ou fruta do conde (33g) ou pêra (66g) ou maçã (60g) 1 unidade de cajú (40g) ou carambola (110g) ou kiwi (60g) ou laranja lima ou pêra (75g) ou nectarina (69g) ou pêssego (85g) 2 unidades de ameixa preta(15g)/ vermelha (70g) ou limão (126g) 4 gomos de laranja bahia ou seleta (80g) 6 gomos de mexerica ou tangerina (84g) 9 unidades de morango (115g) Hortaliças 1 colher de sopa de beterraba crua ralada (21g) ou cenoura crua (20g) ou chuchu cozido (28g) ou ervilha fresca (10g) ou couve manteiga cozida (21g) 2 colheres de sopa de abobrinha (40g) ou brócolis cozido (27g) 2 fatias de beterraba cozida (15g) 4 fatias de cenoura cozida (21g) 1 unidade de ervilha torta ou vagem (5g) 8 folhas de alface (64g) Leguminosas 1 colher de sopa de feijão cozido (26g) ou ervilha seca cozida (24g) ou grão de bico cozido (12g) 1/2 colher de sopa de feijão branco cozido (16g) ou lentilha cozida ou soja cozida (18g) Carnes em Geral 1/2 unidade de bife bovino grelhado (21g) ou filé de frango grelhado (33g) ou omelete simples (25g) ou ovo frito (25g) ou sobrecoxa de frango cozida (37g) ou hambúrguer (45g) 1 unidade de espetinho de carne (31g) ou ovo cozido (50g) ou moela (27g) 2 unidades de coração de frango (40g) 1/2 fatia de carne bovina cozida ou assada (26g) 2 colheres de sopa rasas de carne bovina moída refogada (30g) Leite e derivados 1 xícara de chá de leite fluido (182g) 1 pote de bebida láctea ou iogurte de frutas ou iogurte de frutas (120g) ou iogurte de polpa de frutas (130g) 2 colheres de sopa de leite em pó (30g) 3 fatias de mussarela (45g) 2 fatias de queijo minas (50g) ou pasteurizado ou prato (40g) 3 colheres de sopa de queijo parmesão (30g) Óleos e gorduras 1 colher de sobremesa de azeite de oliva (4g) ou óleo de soja ou canola ou milho ou girassol (4g) 1 colher de sobremesa de manteiga ou margarina(5g) Açúcares – após 1 ano de idade 1 colher de sopa de açúcar refinado (14g) 1 colher de sopa de doce de leite cremoso (20g) ou açúcar mascavo (18g) 2 colheres de sobremesa de geleia (23g) 3 colheres de chá de açúcar cristal (15g) Em nossa próxima edição, falaremos sobre a função das vitaminas na lancheira, o que deve e o que não deve conter no lanche do seu filho, além da opinião profissional sobre o assunto. Não percam!

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