O inverno é um prato-cheio para os micro-organismos. “Esta época do ano é marcada pela diminuição da umidade do ar. Isso faz que as mucosas fiquem desidratadas e os anticorpos protetores do organismo sejam destruídos”, explica Elisabeth Araújo, coordenadora do núcleo de otorrinolaringologia do Hospital Moinhos de Vento Iguatemi (RS). Para ajudar — ou piorar —, a baixa no termômetro faz que as pessoas se aglomerem em locais fechados. “Como a transmissão dos vírus e bactérias ocorre, principalmente, pelo ar ou gotículas exaladas ao falar, os casos de doenças respiratórias aumentam”, esclarece a especialista. E não é só isso.
Atitudes simples do dia a dia podem estar minando sua saúde sem que você perceba. “Cobertores e casacos, essenciais neste período, geralmente desencadeiam crises alérgicas. Por permanecerem no armário por meses, acabam cheios de ácaros”, alerta Raquel Muarrek Garcia, infectologista do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz (SP). Nesse caso, mande-os para a lavanderia antes de usá-los. Proteja-se Nosso corpo conta com um exército pronto para lutar contra qualquer malfeitor. Esse batalhão, de fato, vence muitas guerras sem nem nos deixar perceber que estávamos em perigo. Mas acontece que, de vez em quando, ele enfraquece, nos deixando suscetíveis a resfriados, gripes, alergias e outras doenças. Conheça um pouco mais sobre os problemas mais comuns que pipocam no inverno:
Gripe
É causada pelo vírus influenza A e B. Você pode ser contaminada pelo ar ou por gotículas expelidas quando uma pessoa gripada fala, tosse ou espirra. O frio, sozinho, não desencadeia a gripe. É preciso que a pessoa esteja com a imunidade baixa além de ser exposta ao vírus ou à bactéria. Sintomas: obstrução e secreção nasal, dores musculares, febre alta, tosse, espirros, irritação nos olhos e fadiga. Tratamento: além do medicamento indicado pelo médico, repouse, beba muita água e prefira alimentos mais leves, como sopas, de preferência feitas com legumes e vegetais, que suprem o aporte de nutrientes do corpo e fortalecem o sistema imunológico. O problema deve se resolver em duas semanas.
Resfriado
É uma infecção viral com evolução espontânea. A transmissão ocorre pelo ar e superfícies contaminadas. “Ninguém perde uma festa ou um dia de trabalho por um resfriado. Se você tiver de ficar de cama, é gripe”, alerta Elisabeth Araújo. Sintomas: irritação na garganta, tosse, espirros, coriza, febre branda e fadiga leve. Tratamento: não existe uma maneira de tratá-lo, mas é possível que o médico receite medicamentos para minimizar os sintomas. O quadro tende a se resolver, sozinho, entre três e sete dias.
Rinite
Quatro a cada dez pessoas lidam frequentemente com essa inflamação da mucosa do nariz. É desencadeada por ácaros, pelos de animais e cheiros fortes. Sintoma: obstrução nasal, espirros repetitivos, coriza e coceira no nariz e nos olhos. Tratamento: afaste-se dos fatores alergênicos e utilize anti-inflamatórios e antialérgicos. Se as crises perdurarem por mais de três dias, consulte um especialista.
Bronquite
Essa inflamação nos brônquios se associa à baixa eliminação do muco presente nas vias respiratórias. Sua versão aguda é causada por um vírus, mas também pode ser desencadeada por poluentes ambientais e químicos. Sintomas: tosse seca, dor de garganta, falta de ar e mal-estar. Tratamento: os anti-inflamatórios combatem os sintomas até a crise diminuir, o que deve levar, mais ou menos, dez dias.
Pneumonia
É uma infecção do pulmão causada por bactérias. Geralmente é precedida da gripe, que favorece a proliferação dos micro-organismos. Sintomas: tosse, febre, falta de ar e dor súbita no peito. Tratamento: ocorre por meio de antibióticos, analgésicos, antitérmicos e oxigenoterapia. Corra para o médico se a gripe teimar a desaparecer. Sinusite É uma inflamação da mucosa causada por vírus, bactérias ou fungos. Sintomas: obstrução e secreção nasal, dor de cabeça, espirros, pressão facial e tosse. Tratamento: geralmente é feito com lavagem nasal, analgésicos e antibióticos. Vale consultar o médico para garantir o diagnóstico correto.
Asma
A pessoa portadora dessa doença inflamatória dos brônquios apresenta uma reação exagerada a poluentes ambientais ou domésticos. Sintomas: chiado no peito, falta de ar e tosse. Tratamento: os anti-inflamatórios são responsáveis por resolver o problema e prevenir outras crises. Melhor prevenir que remediar Medidas simples são suficientes para garantir a sua saúde - Afaste-se da fumaça do cigarro (ela resseca a mucosa e favorece infecções) - Não fique muito tempo em um ambiente fechado cheio de pessoas - Mantenha a carteira de vacinação em dia - Beba água para se manter hidratada - Lave as mãos com frequência

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