Quando alguém adquire um automóvel, é preciso sempre fazer a revisão do veículo, alinhando e balanceando os pneus para, assim, prolongar a vida útil daquele bem.
Com essa analogia, a fisioterapeuta, Angela Lepesqueur, explica que, da mesma maneira que os sistemas mecânicos, a coluna vertebral e outras articulações do corpo humano também precisam estar alinhadas e estabilizadas para prolongar a sua vida útil, e ressalta como o pilates terapêutico é um grande aliado no tratamento de estabilização da coluna vertebral.
Método inovador e ainda pouco difundido já faz sucesso entre os brasilienses em clínica especializada.
“O músculos localizados próximos à coluna vertebral são responsáveis por estabilizar os segmentos, mantê-los alinhados e manter a congruência dos ossos, garantindo a boa qualidade dos movimentos do corpo”, explica a especialista, diretora da unidade brasiliense do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC Vertebral).
Segundo Lepesqueur, pessoas que já apresentam quadros de dor devido a falhas de estabilização, podem apresentar processos degenerativos na coluna de forma precoce.
“Colocar carga extra em uma coluna instável, seja na prática de musculação e esportes, ou até mesmo no trabalho, mantendo uma postura incorreta por longos períodos, aumenta consideravelmente o risco de lesões na coluna”, alerta a fisioterapeuta, que atende nas unidades da clínica Coluna Viva, localizadas em Águas Claras e Lago Sul (DF).
Ainda segundo Angela, aliada ao pilates terapêutico, a estabilização vertebral melhora o desempenho de músculos profundos, responsáveis por sustentar a coluna.
“Utilizando princípios do pilates clássico, o pilates terapêutico ajuda a recrutar os músculos específicos e a fortalecê-los”, esclarece.
Exercícios devem ser orientados por quem entende o tratamento
De acordo com Angela Lepesqueur, pessoas que estão em tratamento de estabilização da coluna vertebral podem e devem praticar exercícios físicos, porém a exigência com as orientações ergonômicas e biomecânicas adequadas deve ser redobrada, e as atividades devem ser realizadas com o auxílio de um profissional que entenda o tratamento. “É interessante que o educador físico e o fisioterapeuta desse aluno mantenham contato.
São dois profissionais que devem falar a mesma linguagem”, alerta.
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