Com 10,9 mil quilômetros de litoral e 279 municípios voltados para o mar, o Brasil reúne condições naturais para uma modalidade que vem ampliando espaço dentro e fora do esporte competitivo: a natação em águas abertas. Esporte nas Águas Abertas já é considerado como um dos esportes aquáticos competitivos de crescimento mais acelerado, porém a expansão encontra um desafio particular: nadar no mar exige capacidades que vão além da técnica desenvolvida na piscina. Correntes, ondas, vento, temperatura da água e orientação transformam cada percurso em uma experiência diferente e aumentam a importância de preparação e ambientes estruturados para a prática. No Brasil, o calendário competitivo também mostra essa movimentação.
É nesse cenário que a Speedo realiza, em 27 de setembro, na Praia da Barra do Sahy, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, uma nova edição do Desafio Speedo, com expectativa de reunir mais de 2 mil nadadores. Entre os atletas que estarão na prova estão Glauco Rangel, Ana Carolina Morelli, Gabrielle Roncatto e Alex Redher. A estrutura foi desenhada para colocar na mesma água diferentes níveis de experiência: são percursos de 500 metros, 1 quilômetro e 4 quilômetros, além do revezamento em dupla na distância mais longa. Nos 4 quilômetros, o nadador deixa a praia, segue até a Ilha da Barra do Sahy e retorna ao continente, transformando elementos naturais do percurso em parte da própria competição. “A piscina é um ambiente muito mais previsível. Quando você leva o nadador para o mar, entram correnteza, onda, vento, orientação e a própria relação com a distância. Isso muda completamente a experiência. Por isso, oferecer percursos diferentes é importante: você permite que alguém faça os 1º 500 metros em águas abertas e, ao mesmo tempo, cria um desafio real para quem já está preparado para percorrer 4 quilômetros”, afirma Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Brasil.
A realização da prova também ajuda a mostrar uma transformação na relação das pessoas com a água: a natação deixa de estar restrita à piscina e à performance competitiva para ocupar também praias, viagens, experiências esportivas e a busca por uma rotina mais ativa. É nesse ponto, de forma secundária, que o Desafio se conecta à expansão recente da Speedo para o wellness. A lógica é ampliar a relação da marca com movimento, saúde e bem-estar sem se afastar de sua origem nos esportes aquáticos. “A água continua sendo o nosso ponto de partida, mas hoje ela se conecta a uma jornada muito maior. Há quem nade para competir, quem entre no mar para superar um medo ou uma distância e quem simplesmente queira incorporar mais movimento à rotina. O esporte e o wellness começam a se encontrar justamente aí: quando performance deixa de significar apenas tempo e resultado e passa a incluir constância, saúde e experiência”, completa Jalonetsky.

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