A projeção para 2030 é ainda mais robusta: o faturamento pode alcançar R$ 13,8 bilhões, consolidando o Brasil entre os cinco maiores mercados de suplementos do mundo.
Nos últimos anos, a expansão média anual do setor variou entre 15% e 22%, impulsionada pela consolidação da cultura do autocuidado, aumento do número de academias e maior preocupação com saúde preventiva, imunidade e longevidade.
Atualmente, a entidade reúne mais de 60 marcas, que representam cerca de 70% do market share nacional do segmento. O setor também gera aproximadamente 10 mil empregos diretos no país.
Regulação, profissionalização e movimento de mercado
Além do crescimento acelerado, o setor vive um movimento de maior profissionalização e rigor regulatório. A BRASNUTRI mantém interlocução técnica com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para aprimorar normas e fortalecer a segurança do consumidor.
A entidade estruturou um Comitê Técnico responsável por análises laboratoriais dos produtos de suas associadas, com o objetivo de elevar padrões de qualidade e ampliar a transparência do setor.
Segundo Aline Goettert, diretora executiva da associação, o foco é consolidar o Brasil como referência internacional em segurança e inovação na área de suplementação.
Tendências de consumo
Entre os produtos mais consumidos no país estão proteínas (como whey protein), creatina, multivitamínicos, vitamina D, magnésio, ômega 3 e colágeno.
Para o biênio 2026-2027, as tendências indicam crescimento da suplementação feminina, produtos voltados para saúde mental e maior exigência do consumidor por eficácia comprovada e transparência científica.

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