SAÚDE

Dia do Cardiologista: seu coração pode estar pedindo socorro, e você nem percebeu

O Dia do Cardiologista, comemorado em 14 de agosto, vai muito além da homenagem. É um alerta: as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil e no mundo, segundo a OMS

Dia do Cardiologista: seu coração pode estar pedindo socorro, e você nem percebeu Crédito: Banco de imagens

E o pior? Muita gente só procura ajuda quando já está no sufoco. “Muita gente só procura um cardiologista quando já está com sintomas sérios, como dor no peito, falta de ar ou cansaço extremo, mas o ideal é fazer os check-ups antes dos sinais aparecerem”, alerta o Dr. Roberto Yano, cardiologista.
Segundo ele, exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e perfil lipídico ajudam a detectar alterações de forma precoce, e é aí que mora a chance de evitar o pior.


“Mesmo quem se sente bem pode ter alterações nos exames, e é justamente esse o momento certo para agir”, completa.
 

Mas além dos fatores tradicionais, como sal, gordura e sedentarismo, há riscos que você talvez nunca tenha associado ao coração, como lembra o Dr. Rafael Marchetti, cardiologista e médico do exercício e esporte:


“O coração é sensível ao estilo de vida como um todo, e muitos fatores ignorados estão ligados a alterações sérias no sistema cardiovascular.”


5 fatores silenciosos que afetam a saúde do coração:

1. Sono ruim


Apneia e insônia aumentam a pressão e o risco de infarto.
Problemas como apneia do sono e insônia crônica estão associados ao aumento da pressão arterial, à inflamação sistêmica e ao risco de infarto. Mesmo o simples ronco, quando frequente e intenso, pode sinalizar apneia obstrutiva do sono, uma condição que sobrecarrega o coração durante a noite.

“Pessoas com apneia têm pausas respiratórias que provocam microdespertares constantes e flutuações de oxigênio no sangue. Isso ativa mecanismos de estresse que, ao longo do tempo, danificam o sistema cardiovascular”, destaca o Dr. Rafael Marchetti.

2. Solidão


A falta de conexões sociais afeta mais do que o bem-estar emocional, isso porque a solidão contribui para o aumento de hormônios do estresse, como o cortisol, e está ligado a hábitos pouco saudáveis.

“A saúde mental e a saúde do coração caminham juntas, pessoas solitárias tendem a dormir mal, comer mal, se movimentar menos e até negligenciar sintomas. O impacto é direto”, explica o cardiologista.

3. Doenças inflamatórias


Lúpus, artrite e psoríase aumentam o risco de eventos cardíacos.

4. Anti-inflamatórios em excesso


Ibuprofeno e similares podem elevar a pressão e favorecer infartos.

5. Poluição 

Ar poluído também entra na conta: causa inflamação e estresse oxidativo.

Partículas finas presentes no ar entram na corrente sanguínea e promovem inflamação e estresse oxidativo.


“Mesmo quem se cuida pode estar sob risco se vive em locais com ar muito poluído”, alerta o Dr. Rafael Marchetti.

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