Enquanto o frio leva muitos a mudar hábitos alimentares e reduzir o ritmo, pessoas com diabetes enfrentam um desafio mais sério: manter a glicemia sob controle. O inverno não apenas altera a rotina, ele afeta diretamente o metabolismo, o sistema vascular e até a saúde da pele, exigindo atenção redobrada de quem convive com a doença.
“O frio promove vasoconstrição, ou seja, os vasos sanguíneos se contraem, o que pode dificultar a circulação periférica, especialmente em quem já tem algum grau de comprometimento vascular, como é comum no diabetes tipo 2”, explica Andrezza Baretto, enfermeira da Vuelo Pharma, empresa especializada em produtos para o cuidado da pele e regeneração de feridas diabéticas.
Essa alteração circulatória, além de aumentar o risco de complicações como o pé diabético, pode mascarar sintomas de descompensação glicêmica. E não para por aí: o frio intenso ativa mecanismos de defesa do corpo que interferem diretamente no metabolismo da glicose.
“Há um aumento da liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, que são contrarreguladores da insulina. Isso significa que eles elevam a glicose no sangue”, detalha a especialista. O resultado? Mesmo sem mudanças na dieta, a glicemia pode se manter mais alta, silenciosamente.
Há também o fator comportamental. No frio, muitas pessoas se movimentam menos, consomem mais alimentos ricos em carboidratos simples e gorduras e, em alguns casos, negligenciam o monitoramento da glicemia. “O autocuidado sofre no inverno”, afirma Andrezza.
O ambiente frio e seco favorece infecções respiratórias, que por si só elevam a glicose no sangue por meio de processos inflamatórios. “Ao combater vírus e bactérias, o corpo entra em estado de alerta e libera substâncias inflamatórias que pioram a resistência à insulina”, alerta a enfermeira.
Para quem já vive com o diabetes descontrolado, esses fatores combinados criam um terreno fértil para crises hiperglicêmicas, agravamento de neuropatias, comprometimento renal e, nos casos mais graves, internações.
Segundo a enfermeira da Vuelo Pharma, é fundamental observar os sinais da pele como indicadores da saúde sistêmica do paciente. “A pele é um reflexo do que está acontecendo internamente. Feridas que não cicatrizam, ressecamento excessivo ou alterações na sensibilidade são alertas importantes”, afirma Andrezza.
A empresa atua com foco no cuidado de feridas de difícil cicatrização, comuns em pessoas com diabetes, e destaca o uso da Membrana Regeneradora Porosa Membracel, uma tecnologia desenvolvida para acelerar a regeneração da pele e proteger lesões expostas.
“Tratar a pele de forma adequada pode prevenir amputações e complicações graves. Por isso, além do controle glicêmico, o acompanhamento da integridade da pele é indispensável”, reforça.
Autocuidado no inverno: prevenção também aquece
Mais do que aquecer o corpo, o inverno exige uma vigilância ativa: manter atividade física regular (mesmo dentro de casa), cuidar da hidratação, optar por alimentos de baixo índice glicêmico, evitar o consumo excessivo de álcool e, acima de tudo, manter o monitoramento da glicemia com constância.
“A descompensação no inverno não é inevitável, mas é comum. O que falta ainda é o entendimento de que, com suporte adequado, conhecimento e pequenas mudanças na rotina, é possível passar pelo frio sem colocar a saúde em risco”, conclui a enfermeira da Vuelo Pharma.

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