Que a atividade física traz inúmeros benefícios, previne doenças e ajuda no tratamento de outras, todo mundo sabe. Mas você sabia que ela também ajuda na eficácia da vacina contra a Covid-19? Recentemente, a Universidade de São Paulo, USP, realizou um levantamento com 1.095 voluntários que tomaram Coronavac, entre fevereiro e março deste ano. Esse grupo foi observado de maneiras diferentes, pois 898 deles tinham doenças autoimunes, dos quais 494 foram classificados como ativos e 404 sedentários.
Além disso, o restante dos voluntários: 197 não eram imunossuprimidos. Desse percentual, 128 participantes foram considerados ativos e 69 inativos. A pesquisa mostrou que nos participantes ativos houve maior produção de anticorpos (IgG total), mecanismos de defesa contra o novo Coronavírus. Ela também apontou que a quantidade de anticorpos neutralizantes (NAb), que impedem o contato do vírus com as células humanas, aumentou.
O infectologista do Hospital Anchieta de Brasília, Victor Bertollo, aponta que apesar dos poucos estudos associando os imunizantes contra a covid e atividade física, há evidências dessa relação com outras vacinas. "Pessoas que praticam regularmente atividade física, tendem a ter uma melhor resposta à vacinação, tanto a resposta celular quanto de produção de anticorpos. E isso potencialmente estaria associado a uma maior eficácia e efetividade das diferentes vacinas", acrescenta.
Jeverson Filipe Pereira Medeiros, instrutor de musculação da Bodytech Brasília, reforça que um estilo de vida sedentário é prejudicial para o nosso sistema imune, pois atividade física atua como moduladora do sistema imunológico, de forma a estabilizar e progredir na resposta fisiológica, minimizando o dano a ser causado. "Estudos sugerem que a prática regular reduz a mortalidade referente a pneumonia e favorece as funções cardiorrespiratórias, além de ajudar no controle do peso e prevenção de outras comorbidades, como o diabetes e obesidade, que podem agravar um quadro de contágio da covid-19", comenta.

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