O corpo humano é como uma grande indústria operacional. Cada órgão tem sua função e deve ser executada plenamente. Quando isso acontece, a pessoa vive com saúde e pode desfrutar dos melhores prazeres e alegrias. Se ocorrer o contrário, problemas de saúde vem à tona e precisamos dos devidos reparos.
Para gerenciar esta grande máquina que é o corpo humano, o cérebro assume total importância. Afinal, é ali que está o controle de cada parte vital do organismo, daí a necessidade de que este órgão esteja funcionando da melhor maneira. É preciso ressaltar que ele é a grande central do nosso corpo, e que muitas pessoas esperam um cérebro saudável. Mas, sem perceber, o bombardeiam com hábitos não saudáveis e escolhas do dia a dia, que teoricamente não teriam nada a ver com o funcionamento da nossa cabeça.
No sentido de “turbinar” o cérebro e manter sua atividade sempre ativa, a fisiologista Debora Garcia conta algumas dicas que qualquer pessoa pode seguir. Não dói, não incomoda e, muito pelo contrário, só tende a ser positiva para a pessoa:
1 – Abandone o Multitarefa
“Essa ideia de que fazer tudo ao mesmo tempo é ser mais produtivo já caiu por terra, esse bombardeio de tarefas faz o cérebro ficar mais “cansado”. Porque o cérebro não faz duas tarefas que exigem raciocínio e qualidade ao mesmo tempo. No fundo, ele fica mudando o foco rapidamente, o que tem um preço negativo de aumentar o estresse somado a um prejuízo cognitivo”, revela Debora.
Além disso, ela explica que “quando a gente insiste em acreditar nessa ideia de que é legal fazer tudo ao mesmo tempo, o cérebro vai ativar o eixo do estresse e liberar uma quantidade maior do hormônio do estresse. Isso se percebe naqueles momentos em que a pessoa está fadigada mentalmente e isso se observa facilmente, pois ela está irritada, sem paciência, estressada e nem sabe de verdade que alguns hábitos é que podem estar gerando isso. É nessas horas que algumas ações que temos no dia a dia vão passar a interferir no nosso cérebro e pedir uma mudança de conduta para que ele possa ser resguardado”, completa
2 – Meditar ajuda
Pois é, Débora lembra que não é só para manter a calma que a meditação serve, como diz o senso comum. “Ela estimula regiões do cérebro que são “atencionais”, que significa um aumento do foco, assim como um cérebro mais produtivo e desenvolvendo áreas de administração emocional. Além de liberar neurotransmissores que promovem a saúde mental”, informa.
Além de tudo isso, a meditação pode melhorar a criatividade da pessoa e, Debora revela, “ajuda a reduzir estresse, ansiedade, depressão e tantos outros problemas modernos. Não estar no momento presente, fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Isso vai trazer muitos prejuízos a médio e longo prazo”, alerta.
3 – Pare de comer qualquer coisa
“O que comemos vai afetar nosso cérebro, seja de forma direta ou indireta”, observa a fisiologista. A razão disso é que “o organismo tem muitas formas de se comunicar e uma delas é a ligação cérebro intestino, que tem a mesma quantidade de neurônios que temos dentro da cabeça. Daí já dá pra ter uma ideia do valor e do poder dos alimentos para nosso querido órgão chefe”, detalha.
4 - Sono de qualidade
“A falta de sono ou o sono sem qualidade vão mudar a liberação de substâncias muito importantes como a melatonina, que além de relaxar e favorecer o sono, faz um balanço natural com o cortisol, também apelidado de hormônio do estresse. Sem contar toda parte do aprendizado e armazenamento de memórias, refazimento de tecidos e tantas outras funções essenciais que só ocorrem no sono”, salienta a fisiologista.
Como pode-se ver, o cérebro está conectado a tudo no organismo. Nada no ser humano é separado, daí a necessidade de manter tudo em plena sintonia, reforça Debora Garcia. “O que fazemos em uma área de nossa vida vai impactar positivamente ou negativamente os demais órgãos, daí o cuidado com o cérebro é fundamental, pois ele vai ajudar a manter todo o corpo em harmonia”, finaliza.
Fonte: Debora Garcia - Palestrante, professora de meditação, escritora e mentora, atua no mercado corporativo e para autogestão pessoal. Formada em Educação Física pela UMESP, especializada em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP, atua também na área de educação corporal por mais de 14 anos, identificando que as habilidades ou inabilidades internas são pontos limitantes tanto no desempenho esportivo como na vida.

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