Obesidade é uma doença e, como tal, precisa ser tratada com medicação. A ideia é defendida pelo médico endocrinologista Thúlio Coelho, que atende na clínica Vive La Vie, na capital paulista. “Existe uma ideia difundida popularmente de que pessoas obesas não podem ser medicadas, que é algo perigoso, mas quando há supervisão médica, os remédios são seguros e eficazes”, explica o endocrinologista especializado em emagrecimento. Thúlio ressalta que as medicações ajudam a combater um mal que de fato coloca a vida do paciente em risco, que é o excesso de gordura, portanto, o uso da medicação é justificável. Para ele, o tratamento é indicado para todo paciente que tiver percentual de gordura corporal elevado e que apresentar comorbidades relacionadas ao excesso de gordura, como diabetes tipo 2, colesterol, hipertensão arterial e gordura no fígado.
As fórmulas disponíveis são inúmeras, de acordo com o profissional, e atuam em três frentes: aceleração do metabolismo, diminuição na absorção de carboidratos ou gorduras e, por fim, na redução do apetite. O que todos têm em comum é que somente podem ser ministrados mediante orientação médica. “Nas três opções existem medicamentos seguros e não seguros, é o caso dos anfetamínicos, que diminuem o apetite, mas podem causar alto grau de dependência e aumento da pressão arterial em algumas pessoas”, alerta. No caso dos que atuam na redução da absorção de calorias, o risco é que alguns podem causar, em certos casos, problemas intestinais graves, o que leva a desordens que prejudicam a absorção de nutrientes, problema que pode ser irreversível.
Quando deve soar o alarme?
A primeira recomendação de Thúlio Coelho é sempre buscar médicos. A segunda é, em caso de dúvida, procurar uma segunda opinião. “O que sempre faço é orientar meus pacientes explicando cada ativo da fórmula prescrita, todos os possíveis efeitos colaterais e até quando iremos usar. Uma segunda opinião é válida quando o paciente não se sente seguro com a recomendação, pois é fundamental haver uma relação de confiança entre médico e paciente”, destaca o endocrinologista. Ele aponta duas substâncias que não recomenda o uso: Lisdexanfetamina e Anfepramona. De acordo com o médico, além de causarem mudanças bruscas de humor, podem elevar a pressão arterial e, ao encerrar o uso, o paciente tem elevadas chances de ganhar peso novamente. Portanto, a orientação é sempre a mesma: prescrição médica. Sem esquecer das recomendações fundamentais. “Remédios são importantes, mas não fazem milagre, todo tratamento inclui dieta e exercícios”, finaliza.
Fonte: Dr. Thúlio Coelho é médico formado em Nutrologia e Endocrinologia com foco na área de emagrecimento e performance esportiva. Seu currículo inclui formação em Nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e em Endocrinologia e Metabologia pelo Instituto de Pesquisa e Ensino Médico (IPEMED). Thúlio Coelho integra a equipe da clínica Vive La Vie, na capital paulista.

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