SAÚDE

Consumo excessivo de leite condensado: Dermatologista explica as consequências para sua pele

O leite condensado está em alta nas páginas de política dos jornais, mas é importante lembrar que o seu consumo exagerado pode trazer sérios problemas para a saúde

Consumo excessivo de leite condensado: Dermatologista explica as consequências para sua pele Dra. Hellisse Bastos
Crédito: Foto: MF Assessoria

Alvo dos noticiários nos últimos dias, o leite condensado pode ser um grande vilão para o organismo. Se as notícias recentes apenas tratam da questão política do produto, por outro é importante deixar as brincadeiras e os comentários jocosos de lado e prestar atenção no quanto o consumo exagerado deste produto pode trazer sérios danos ao corpo.

 

Não, não é em relação ao estômago que está o perigo, e sim em relação à pele da pessoa, como explica a médica dermatologista Dra. Hellisse Bastos. “Além de levar ao pico da insulina no organismo, o leite condensado faz uma degradação do nosso colágeno em um meio chamado glicação. Isso pode afetar principalmente aquelas pessoas que têm um baixo índice glicêmico”, conta.

 

"Um grande problema para a pele da pessoa é que, além de acelerar o processo de envelhecimento devido à degradação do colágeno, o leite condensado acaba estimulando as glândulas sebáceas a produzirem mais sebo. O resultado disso, é que a pele fica mais oleosa e a pessoa fica com mais acne", completa Dra. Hellisse.

 

Por outro lado, com a pandemia e o isolamento social, as pessoas estão ficando mais sedentárias. Sem poder se exercitar, acabam ficando com essa energia gerada por este alimento presa ao corpo, o que leva ao adoecimento. “Para quem quer desacelerar o processo do envelhecimento e melhorar das acnes, por exemplo, é fundamental que a alimentação melhore”.  

 

Vale lembrar que a mulher começa a diminuir a produção do colágeno a partir dos 25 anos de idade, e isso pode se agravar com este consumo de alimentos inadequados. Uma solução para reverter o quadro, explica Dra. Hellisse Bastos, é estimular essa produção com laser hérbio-colágeno, ultrassom microfocado, e tudo que for para estimular a fibroblasto para produzir o colágeno, como retinóides e estes ativos rejuvenescedores do dia a dia”.

 

Além disso, outra dica é:  "Usar a aplicação de bio-estimuladores de colágeno em áreas específicas em que é possível observar um envelhecimento precoce. Por exemplo, na face, no pescoço, no colo e nas mãos”, completa a dermatologista.

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