SAÚDE

Queda de cabelo após Covid-19: Conheça as causas

Condição pode atingir um terço dos pacientes que contraíram a doença 

Queda de cabelo após Covid-19: Conheça as causas Dr. Rafael Soares, médico dermatologista
Crédito: Foto: MF Assessoria

A persistência de incômodos após a recuperação da Covid-19 tem sido relatada por uma gama significativa de pacientes. Entre as queixas mais comuns, a queda de cabelo chama a atenção dos especialistas. Um estudo conduzido pela Escola de Medicina da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, constatou que a perda de fios atinge um terço dos infectados, podendo persistir por até 98 dias.  

 

Essa perda após doenças infecciosas ou estresse persistente é conhecida como eflúvio telógeno agudo — condição reversível que faz com que um grande número de folículos pilosos entrem em uma fase de queda. “Nos casos de infecções pelo novo coronavírus, os fios têm a fase de crescimento interrompida, entrando em um estado de queda que atinge até cerca de 30% do couro cabeludo”, explica o médico dermatologista Dr. Rafael Soares.  

 

Ou seja, o que ocorre é uma aceleração do processo de queda que acontece naturalmente no cabelo, tudo devido ao estresse agudo que a doença causa ao organismo e às modificações metabólicos pós-infecção. De acordo com o dermatologista, essa queda começa em torno de um mês após a recuperação da doença e pode se estender por até seis meses.  

 

Apesar de se resolver por conta própria, o Dr. Rafael Soares elucida que existem medicações específicas que podem diminuir o tempo de queda e ajudar a recuperar com maior agilidade o volume dos fios. “No meu consultório, essa reclamação tem sido recorrente. Além disso, tenho visto alterações por meio dos exames de sangue que apontam desbalanço de nutrientes e alterações hormonais, porém, todas reversíveis", tranquiliza.

 

O tratamento para minimizar os sintomas consiste, geralmente, na manipulação de substâncias orais, como vitaminas e minerais, que aceleram a recuperação, assim como tratamento de consultório — injeção de medicamento diretamente na pele para evitar perdas no trato digestivo e lasers de duas a três vezes por semana para estimular a região.

 

Fonte: Dr. Rafael Soares é médico pela Universidade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, com especialização em dermatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e ainda em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia.

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