Passar por tratamento de algum tipo de câncer é bastante desafiador, podendo afetar, inclusive, a saúde mental dos pacientes oncológicos . Segundo dados do Instituto Oncoguia, entre abril e julho do ano passado, 10% dos enfermos revelaram que não sabiam lidar com sofrimento emocional. Porém, as consequências psicológicas podem vir antes mesmo do tratamento se iniciar. De acordo com a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), os índices de depressão em mulheres que recebem o diagnóstico de câncer de mama pode passar de 7% para 25%. “Algumas pessoas precisam de apoio, pois lidar com a doença pode acarretar em impactos psicológicos, tais como, medo do prognóstico e da morte, estigmatização da enfermidade, mudança no papel familiar e autoimagem", explica a psico-oncologista e paliativista da Clínica Oncomed BH, Renata Ribeiro.
Na clínica Oncomed, há o acompanhamento psicológico voltado para pacientes em tratamento de câncer e seus familiares. A especialista reforça a importância desse trabalho com os enfermos juntos aos acompanhantes. “Além dos indivíduos em tratamento, os cuidadores também podem ter a saúde emocional afetada, pois percorrem junto ao enfermo a jornada de tratamento, o que pode acarretar estresse, ansiedade e depressão. Por isso, cuidar de quem cuida é primordial”, afirma.
A terapia varia de acordo com a necessidade de cada paciente no momento em que se encontra. “A escuta terapêutica é sempre a mais utilizada, contudo, outras técnicas são efetivas, como por exemplo trabalhar relaxamento e respiração para os pacientes mais ansiosos e a distração para os pacientes com fobia de agulha. No trabalho psicológico a ressignificação da experiência vivenciada também é fundamental para aceitação”, finaliza.

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