SAÚDE

Necessidade de transfusão de sangue permanece alta durante a pandemia, mas doações diminuem mais de 30%

Banco de Sangue do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo cria campanhas para ampliar doações durante a pandemia 

Necessidade de transfusão de sangue permanece alta durante a pandemia, mas doações diminuem mais de 30% Necessidade de transfusão de sangue permanece alta durante a pandemia, mas doações diminuem mais de 30%
Crédito: BANCO DE IMAGENS

A necessidade de transfusões no Banco de Sangue do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE) se manteve estável entre janeiro e outubro de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Dados indicaram 11.426 transfusões em 2020 e 12.813 em 2019. Porém, o número de doações no HSPE teve queda de 30% durante a pandemia. Em algumas regiões do Brasil esse índice chegou a 50%, segundo a Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo.  

 

Mais do que nunca, a doação é essencial para tratamentos e intervenções urgentes e permite aumentar a esperança e qualidade de vida dos pacientes. As maiores indicações de transfusão no HSPE durante a pandemia foram para os pacientes com anemias, câncer, hemorragias digestivas e choque séptico causado por infecção bacteriana. Parte da queda no Banco de Sangue do HSPE foi revertida após a campanha "Seu tipo sanguíneo é solidário?", em junho. No mês seguinte, as doações registraram alta de 28%. Na campanha atual, o vídeo "Doar sangue é um ato de gentileza", mostra a importância dos doadores para o abastecimento do estoque do Hemocentro.  

 

A servente de escola aposentada, Neuza Madalena Massa, de 70 anos, recebe transfusões do Banco de Sangue do HSPE desde 2017. Ela faz tratamento da aplasia medular, que causa cansaço, fraqueza muscular e falta de ar. Duas vezes por mês ela viaja de Conchal, na região de Piracicaba, no interior de São Paulo, para a capital. "Já tentei todos os tratamentos com remédio, mas foi a partir da transfusão de sangue que tive uma melhora na qualidade de vida", explicou. A aposentada demonstra gratidão pelos doadores do Banco de Sangue do HSPE. "São pessoas abençoadas porque estão salvando vidas. Eu sou eternamente grata, pois na semana que recebo a transfusão os sintomas de cansaço desaparecem", afirmou.  

 

Para o diretor do Banco de Sangue do HSPE, Dr. Fábio Lima Lino, é preciso manter a doação constante como componente primordial dos sistemas de saúde num momento de crise sanitária. "A mensagem é para que as pessoas continuem doando sangue durante a pandemia e salvando vidas", afirmou. 

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