Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Neurociência Cognitiva do University College London tem o objetivo de entender o que pode indicar níveis elevados ou baixos de cortisol, com intuito de estabelecer diagnósticos mais seguros.
“Hoje, diagnóstico de doenças e transtornos mentais são subjetivos, o método da pesquisa realizado por meio da cera do ouvido, por exemplo, poderia trazer um diagnóstico mais preciso”, explica a psiquiatra Jaqueline Bifano.
O estudo realizado em 37 pessoas revela que indivíduos com sintomas de doenças e/ou transtornos mentais tem um aumento do cortisol, conhecido como homônimo da 'fuga' e do estresse, e esse aumento foi percebido por meio da cera do ouvido. “O cortisol é responsável por enviar sinais de alerta ao cérebro em resposta às situações de estresse e, assim, influencia em praticamente todos os sistemas do corpo, desde a digestão até o sono", revela Bifano.
A médica vê o estudo como uma possibilidade positiva e um avanço para medicina. “Ainda é cedo para dizer se o estudo é 100% confiável, mas já é um avanço. Atualmente, o cortisol pode ser medido somente por meio de exames de sangue, e esse tipo de exame pode gerar um falso positivo por vários fatores, entre eles, pela ansiedade e apreensão do paciente por medo de agulha ou até mesmo por estar realizando o teste, por exemplo”, finaliza Jaqueline.

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