SAÚDE

Dor no ombro: Conheça a síndrome do ombro congelado

Doença que acomete, em sua maioria, mulheres e pessoas a partir dos 40 anos pode ter diversas causas

Dor no ombro: Conheça a síndrome do ombro congelado O diagnóstico deve ser realizado com base na história clínica do paciente
Crédito: BANCO DE IMAGENS

Dor no ombro é a terceira maior queixa de pacientes nos consultórios de ortopedia do Brasil. E um dos problemas que podem estar por trás deste incômodo é a capsulite adesiva, conhecida popularmente como síndrome do ombro congelado, que tem como definição a diminuição progressiva no movimento da região, tornando-a mais rígida, como se estivesse congelada.

 

Essa é uma patologia que afeta de 2% a 5% da população geral, costuma ser mais frequente em mulheres e a partir dos 40 anos. “Ela pode ser desencadeada após o paciente passar por quadros inflamatórios recorrentes, tais como: rupturas dos tendões, bursites e tendinites ou até mesmo complicações em cirurgias anteriores. Além disso, vale alertar que diabetes, hipotireoidismo e doenças cardiovasculares também podem ser as causas do problema”, explica o médico ortopedista e especialista em ombro e cotovelo e sócio da Clínica LARC, Dr. Layron Alves.

 

E devido às inúmeras causas do problema, o diagnóstico deve ser realizado com base na história clínica do paciente, após a realização do exame físico e de exames de imagem. Caso haja necessidade, além da consulta com o médico ortopedista, pode ser necessário também o acompanhamento com outros profissionais, como cardiologista e endocrinologista, para saber se está tudo certo com a saúde de forma geral.

 

Considerada como uma doença autolimitada, o ombro congelado pode se recuperar sozinho. Porém, é fundamental uma avaliação médica com tratamento adequado para o controle das dores e a preservação da maior amplitude possível de movimento, trazendo mais qualidade de vida ao paciente.

 

Assim que é feita a confirmação do problema, o tratamento pode ser iniciado com o uso de medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios, auxiliados com exercícios de fisioterapia.  

 

“Outras opções que costumam apresentar bons resultados são as infiltrações: aplicações de injeções com medicamentos guiados por ultrassom, capazes de aliviar as dores de forma rápida, evitando e até postergando processos mais invasivos. Entretanto, em casos mais graves e raros em que os métodos conservadores não surtem efeito, pode ser necessária uma última medida cirúrgica”, finaliza o ortopedista.  

 

Fonte: Dr. Layron Alves é ortopedista e especialista em cirurgia do ombro e cotovelo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). O especialista é preceptor efetivo da residência médica do Hospital Ipiranga SP. Atualmente mestrando e doutorando em Ciências da saúde e membro do grupo de cirurgia do ombro e cotovelo da Faculdade de Medicina do ABC.  

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