Apesar de pouco conhecida, a escoliose idiopática adolescente (EIA) atinge milhões de pessoas no Brasil e em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 6 milhões de brasileiros, em especial adolescentes do sexo feminino e 2 a 4% da população mundial possuem a patologia causada por um desvio de coluna progressivo e sem causa aparente, que pode levar até a uma intervenção cirúrgica. Para chamar a atenção à patologia que acomete muitos adolescentes, junho é o mês de conscientização mundial sobre o diagnóstico.
A escoliose é uma deformidade em curva da coluna vertebral, podendo ou não ser acompanhada de rotação das vértebras. Vista de frente, a coluna vertebral parece reta, porém, quando observada de lado, tem curvaturas fisiológicas na região do pescoço (lordose cervical), do tórax (cifose torácica), da cintura (lordose lombar) e da pelve (cifose sacrococcígea), cujo formato lembra a letra ‘S’.
Segundo o angiologista e cirurgião vascular Dr. Álvaro Pereira, os sinais mais notáveis desse distúrbio estrutural são as assimetrias físicas causadas pela curvatura da coluna vertebral, incluindo ombros caídos ou desiguais; leve inclinação geral para um lado; uma omoplata muito visível; cintura irregular; uma perna pode parecer mais longa que a outra; um lado do quadril pode parecer mais alto que o outro. Também podem ser notados sintomas como dores de cabeça e dores na região lombar; cansaço geral e fadiga por tensão postural, bem como respiração reduzida ou restrita (em casos de escoliose grave).
O tratamento para a escoliose depende da gravidade da deformidade da coluna e varia entre procedimentos não cirúrgicos como o uso de analgésicos, exercícios, observação e órtese a tratamentos mais invasivos como cirurgia. Outra opção de tratamento não medicamentoso é a LEDterapia, que ajuda a melhorar a qualidade de vida de pessoas que sentem dores, em caso de escoliose mais grave, ou em condições de reabilitação após a cirurgia.
O Dr. Álvaro Pereira afirma que quando ocorre a interação da luz LED com os tecidos do corpo há um aumento de ATP (energia) mitocondrial e óxido nítrico. “O ATP auxilia na contração muscular e atua no reparo tecidual das lesões em nervos periféricos, além de aliviar a dor e atrasar o aparecimento da fadiga muscular, podendo ainda ter uma ação protetora sobre o desenvolvimento de dores crônicas e aguda”, conclui o médico.
Fonte: Dr. Álvaro Pereira – Angiologista formado pela FMUSP em 1978, com residência em Cirurgia Vascular no HCFMUSP, Doutorado em Cirurgia Vascular na Divisão de Bioengenharia do INCOR - HCFMUSP, pós-doutorado no B&H Hospital - Harvard.

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